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sábado, 19 de dezembro de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 08:28 0 comentários

Natal

A história dá-nos os anos de 6 ou 5 aC como data provável do nascimento de Jesus. O fato de o Senhor ter nascido AC, se deve a um erro de cálculo. Dionysius Exiguus, um monge Romano do séc. VI, falhou no cálculo dos anos da sua era Cristã. Ele colocou o nascimento de Cristo pelo menos 5 ou 6 anos tarde demais. Devido a este fator a data de nascimento deve ser 5 ou 6 a.C.

Jesus nasceu em 25 de dezembro? Pouco provável. O inverno era chuvoso e gelado na Judéia no mês de dezembro. É improvável que os pastores passassem uma noite de dezembro em campo aberto. Mas, provavelmente o nascimento do Senhor tenha ocorrido na primavera, época, quando as noites são frescas e os pastores ficam acordados apascentando as ovelhas nos campos.

Natal, a origem:
A celebração do Natal antecede o cristianismo em cerca de 2000 anos. Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e Marduk, seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha. A tradição dizia que o rei devia morrer no fim do ano para, ao lado de Marduk, ajudá-lo em sua luta. Para poupar o rei, um criminoso era vestido com suas roupas e tratado com todos os privilégios do monarca, sendo morto e levando todos os pecados do povo consigo. Assim, a ordem era restabelecida. Um ritual semelhante era realizado pelos persas e babilônios. Chamado de Sacae, a versão também contava com escravos tomando lugar de seus mestres.
A Mesopotâmia inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnalia (em homenagem a Saturno). A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de janeiro, comemorando o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra.
Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava, eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes - ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas - enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Os mesmos objetos eram usados para presentear uns aos outros.
Apenas após a cristianização do Império Romano, o 25 de dezembro passou a ser a celebração do nascimento de Cristo. A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal como conhecemos hoje foi celebrado no ano 336 d.C.. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Jesus, assim como outros rituais também foram adaptados e cristianizados.

As origens dos símbolos natalinos (renas, trenó, duendes, arvores, presentes, etc.) são seculares e possuem como fundamento, diversas lendas pagãs; representavam a forma das religiões não cristãs cultuarem suas divindades.

Papai Noel, a origem:
A crença no Papai Noel, tem origem na Igreja Católica, como uma homenagem prestada ao padre Saint Claus, que conforme relatos, em data próxima ao natal, distribuía entre a população presente. Inclusive, nos Estados Unidos, o Papai Noel é conhecido por: “Santa Claus”.O bom velhinho, sutilmente toma para si, atributos exclusivos do Todo Poderoso, por exemplo:

a) Onisciência – Conhece cada criança e seu comportamento. E poderosamente conhece o pedido de cada uma.
b) Onipresença – Numa única hora, consegue estar em todos os lugares, na difícil missão de descer pela chaminé e deixar o presente.
c) Onipotência – Tem poder para Julgar , fazer renas voarem e ainda para controlar o tempo.
d) Eternidade - É sempre o mesmo por séculos.

Papai Noel, Uma lenda cercada de mistério e magia
Quem nunca acreditou em Papai Noel? Um velhinho com roupas vermelhas, barba branca, cinto e botas pretos que passa de casa em casa para deixar presentes às famílias. De geração em geração, a lenda do Santa Clauss ganha mais realidade no mês de dezembro, quando o mundo celebra o nascimento de Jesus Cristo. Será que ele existe? Será lenda? Bem, isso depende de cada um. Mas diz a história que o bom velhinho foi inspirado na figura de um bispo que de fato existiu.

São Nicolau nasceu no século 3, em Patras, na Grécia. Quando seus pais morreram, ele doou todos os seus bens e optou pela vida religiosa. Com apenas 19 anos, foi ordenado sacerdote e logo tornou-se arcebispo de Mira. Dizia-se que na cidade em que ele nasceu viviam três irmãs que não podiam se casar por não ter dinheiro para o dote. O pai das meninas resolveu, então, vendê-las conforme fossem atingindo a idade adulta. Quando a primeira ia ser vendida, Nicolau soube do que estava acontecendo e, em segredo, jogou através da janela uma bolsa cheia de moedas de ouro, que foi cair numa meia posta para secar na chaminé. A mesma coisa aconteceu quando chegou a vez da segunda. O pai, afim de descobrir o que estava acontecendo, permaneceu espiando a noite toda. Ele então reconheceu Nicolau, e pregou sua generosidade a todo o mundo.

A fama de generoso do bom velhinho, que foi considerado santo pela Igreja Católica, transcendeu sua região, e as pessoas começaram a atribuir a ele todo tipo de milagres e lendas. Em meados do século 13, a comemoração do dia de São Nicolau passou da primavera para o dia 6 de dezembro, e sua figura foi relacionada com as crianças, a quem deixava presentes vestido de bispo e montado em burro. Na época da Contra-reforma, a Igreja católica propôs que São Nicolau passasse a entregar os presentes no dia 25 de dezembro, tal como fazia o Menino Jesus, segundo a tradição destes tempos e que ainda hoje continua em alguns pontos da América Latina.

Os holandeses, no século 17, levaram para os Estados Unidos a tradição de presentear as crianças usando a lenda de São Nicolau - a quem eles chamavam Sinter Klaas. Os verdadeiros impulsores do mito de Santa Claus - nome que o Papai Noel recebeu nos Estados Unidos - foram dois escritores de Nova York. O primeiro, Washington Irving, escreveu em 1809 um livro em que São Nicolau já não usava a vestimenta de bispo, transformando-o em um personagem bonachão e bondoso, que montava um cavalo voador e jogava presentes pelas chaminés. Em 1823, um poema de um professor universitário, Clement C. Moore, enalteceu a aura mágica que Irving havia criado para a personagem, trocando o cavalo branco por renas que puxavam um trenó.

Ao longo do século 19, Santa Claus foi representado de muitas maneiras. Ele teve diferentes tamanhos, vestimentas e expressões, desde um gnomo jovial até um homem maduro de aspecto severo. Em 1862, o desenhista norte-americano de origem alemã Thomas Nast realizou a primeira ilustração de Santa Claus descendo por uma chaminé, embora ainda tivesse o tamanho de um duende. Pouco a pouco ele começa a ficar mais alto e barrigudo, ganhar barba e bigode brancos e a aparecer no Pólo Norte.

O símbolo de Santa Claus foi logo utilizado pela publicidade comercial. Em 1931, a Coca-Cola encomendou ao artista Habdon Sundblom a remodelação do Santa Claus de Nast para torná-lo ainda mais próximo. Sundblom se inspirou em um vendedor aposentado e assim nasceu - de uma propaganda da Coca-Cola! - o Papai Noel que a gente conhece.

Árvore de Natal, a origem:
A origem da árvore de Natal é mais antiga que o próprio nascimento de Jesus Cristo, ficando entre o segundo e o terceiro milênio A.C.. Naquela época, uma grande variedade de povos indo-europeus que estavam se expandindo pela Europa e Ásia consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Mãe Natureza, por isso lhes rendiam culto.
O carvalho foi, em muitos casos, considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido.
A árvore de Natal moderna surgiu na Alemanha e suas primeiras referências datam do século 16. Foi a partir do século 19 que a tradição chegou à Inglaterra, França, Estados Unidos, Porto Rico e depois, já no século 20, virou tradição na Espanha e na maioria da América Latina.

Presépio, a origem:
As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semilitúrgicas que aconteciam durante a missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio, que hoje é uma tradição na Itália, na Espanha, na França, no Tirol austríaco, na Alemanha, na República Checa, na América Latina e nos Estados Unidos.
A tradição católica diz que o presépio surgiu no século 13, quando São Francisco de Assis quis celebrar um Natal o mais realista possível e, com a permissão do papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, um boi e um jumento vivos perto dela. Nesse cenário foi celebrada em 1223 a missa de Natal. O sucesso dessa representação do presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres.
Na Espanha, a tradição chegou pela mão do monarca Carlos III, que a importou de Nápoles no século 18. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do século 19 e na França não o fez até inícios do século 20.

Enfeites de Natal, o significado:
As bolas e estrelas que enfeitam a árvore de Natal representam as primitivas pedras, maçãs ou outros elementos que no passado enfeitavam o carvalho precursor da atual árvore de Natal. Cada um desses enfeites tem em si um significado.
Antes de que fossem substituídas por lâmpadas elétricas coloridas, as velas eram enfeites comuns nas árvores e simbolizam a purificação, com a chama sendo acesa como a representação de Cristo, a luz do mundo. As ferraduras são um clássico amuleto que atrai a boa sorte.
As habituais pinhas se utilizam como um símbolo da imortalidade e os sininhos como mostra do júbilo natalino. As maçãs e as bolas de cores, sua mais tradicional variante, desenvolvidas pelos sopradores de vidro da Boêmia do século 18, são signos que atraem de abundância.
Finalmente, as estrelas anunciam os desígnios de Deus. Segundo conta a Bíblia, cada estrela tem um anjo que vela por ela, crença que suporta a antiga idéia de que cada uma das que povoa o firmamento é em si mesma um anjo. A que se põe no alto da árvore de Natal refere-se à de Belém.

Missa do Galo, a origem:
É com o nome de Missa do Galo que se conhece a missa celebrada na noite de Natal. Sua denominação provém de uma fábula que afirma que foi esse animal o primeiro a presenciar o nascimento de Jesus, ficando encarregado de anunciá-lo ao mundo. Até o começo do século 20 era costume que a meia-noite fosse anunciada dentro do templo por um canto de galo, real ou simulado.
Essa missa apareceu no século 5 e, a partir da Idade Média, transformou-se em uma celebração jubilosa longe do caráter solene com que hoje a conhecemos. Até princípios do século 20, perdurou o costume de reservar aos pastores congregados ali o privilégio de serem os primeiros a adorarem o Menino Jesus. Durante a adoração, as mulheres depositavam doces caseiros, que logo trocavam por pão bento ou Pão de Natal.
Era também costume reservar um pedaço deste pão como amuleto, ao qual só se podia recorrer em caso de doença grave. Outra tradição que perdurou é a de estrear nessa noite uma peça de roupa com a qual se afastava o demônio.
Em algumas regiões, esta missa se celebra durante as primeiras horas do dia. Na maioria dos países da América de língua espanhola é tradição que toda a família acuda a ela unida e para os panamenhos é o momento mais importante das festas.

Esta palavra é direcionada aos “cristãos evangélicos”:
Irmãos, é inadmissível a existência dos símbolos natalinos (árvores, enfeites; coroas; Papai Noel; presépios; anjos; etc.) em nossos lares. São oriundos do paganismo e ou catolicismo e destoam profundamente dos ensinos expressos na Bíblia. Todos os nossos atos devem visar à honra e a glória de nosso Mestre, a entrada dos símbolos natalinos em nossas casas nos afasta da verdade divina.

Como devemos ver o natal?
Encare o natal como uma “data simbólica”, mundialmente aceita em comemoração ao nascimento do Senhor Jesus e apenas isto!
Não participe dos costumes e práticas comuns àqueles que continuam a andar conforme seus próprios impulsos, na ignorância espiritual.

Quanto às crianças, é urgente ensiná-las que tudo isto é uma prática comum às demais religiões, não aconselhável aos seguidores das verdades expressas na Bíblia, não é uma fonte de bênção para nossa vida. Cultivar a idéia da existência do Papai Noel, certamente é loucura diante do Eterno. E, não procure justificativas para manter viva em seu lar ou igreja as tradições natalinas. Lembre-se, que todas as práticas pagãs são contrárias aos princípios do Senhor, inclusive, as adaptadas ao cristianismo.

Verdadeiramente, o dia de nosso Senhor Jesus, é aquele consagrado para servi-LO e honrá-LO. E isto quando é feito com o coração puro e santo, sobe diante do trono, como aroma suave e agradável.

Ao ler esta mensagem, é provável que a denomine de inconsistente, devido a não citação de textos bíblicos, irmãos o tema é tão claro e óbvio que é desnecessário. No entanto, gostaria que você fosse espiritual o suficiente para deixar o Espírito Santo ministrar em teu coração. Não lute contra a verdade explicita do Senhor e não seja partidário daqueles que levados pela carne (desejos, emoções, tradições, etc.) logo declaram: “Não tem nada a ver!” e como cegos que são, compartilham dos mesmos costumes comuns aos que vive uma realidade não bíblica.

Em nossos dias o natal, de certa forma, continua representando uma festa pagã, declaradamente dedicada ao consumismo, para alegria do comércio.

Eu não sou contra a realização de cultos no dia 25 de dezembro. Devemos honrar e louvar o Senhor Jesus todos os dias do ano, inclusive, no data simbolicamente dedicado ao Seu nascimento. Mas, sou profundamente contrário à importação de costumes e práticas sabidamente anti-bíblicas e a sua inclusão na igreja de Cristo Jesus.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 09:06 0 comentários

Jesus na nossa vida


A publicação em Portugal do recente livro de Bento XVI sobre a pessoa de Jesus é uma ocasião propícia para reflectir sobre o que Ele representa para nós.
Mas antes disso, uma série de perguntas pode ajudar-nos a percorrer o caminho de uma resposta que se pode apresentar tão inquietante quanto consoladora: o que conheço da vida de Jesus? Já li os evangelhos? Sinto-me familiarizado com as suas palavras? Compreendo o significado dos seus gestos? Percebo o alcance do seu amor por nós? Dialogo com Jesus? Rezo-Lhe? Compreendo que a maior prova de amor que a humanidade conheceu aconteceu na cruz? Apercebo-me que represento Cristo quando me apresento como cristão? Tenho consciência que quando comungo o Corpo de Cristo torno-me em seu sacrário? Confio N'Ele a ponto de deixar de lado as minhas ideias e seguranças?
Desde o nosso baptismo que Jesus faz parte da nossa vida. Com ele aprendemos a rezar, a dar valor ao que interessa, a amar os que nos querem bem e os que nos querem mal, a saber perdoar, a cultivar a bondade nos gestos e palavras, a combater a injustiça, a socorrer os mais necessitados e a construir a paz.
Com frequência acontece-nos que o que é essencial fica esquecido na quotidianidade. E outras vezes só quando nos falta o que damos por adquirido é que percebemos a sua importância na nossa vida.
A breve história anónima que vos proponho de seguida pode ajudar-nos a compreender o amor de Cristo por nós e o quanto a sua presença por vezes nos passa despercebida:
«Um excelente nadador tinha o costume de correr até à água e de molhar apenas o dedo grande do pé antes de mergulhar. Alguém intrigado com aquele comportamento, perguntou-lhe qual a razão daquele hábito.
O nadador sorriu e respondeu: "Há alguns anos eu era professor de natação. Ensinava a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite, eu não conseguia dormir, e fui até à piscina para nadar um pouco. Não acendi a luz porque a lua brilhava através do tecto de vidro da piscina. Quando estava no trampolim, vi a minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos, a minha imagem formava uma magnífica cruz. Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando a minha imagem. Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e no seu significado. Eu não era cristão, mas quando era criança ouvi dizer que Jesus tinha morrido na cruz para nos salvar pelo seu precioso sangue. Naquele momento as palavras daquele ensinamento vieram-me à mente e fizeram-me recordar o que tinha aprendido sobre a morte de Jesus. Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos. Finalmente desci do trampolim e fui até à escada para mergulhar na água. Desci a escada e os meus pés tocaram no piso duro e liso do fundo da piscina. Tinham esvaziado a piscina e eu não tinha percebido. Tremi todo e senti um arrepio nas costas. Se eu tivesse saltado seria o meu último salto. Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida. Fiquei tão agradecido a Deus, que ajoelhei-me na berma da piscina, pedi perdão dos meus pecados e entreguei-me a Cristo, consciente de que foi exactamente numa cruz que Jesus morreu para me salvar. Naquela noite fui salvo duas vezes e, para nunca mais me esquecer, sempre que vou à piscina molho o dedo do pé antes. Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos apressar ou atrasar as coisas pois tudo acontece no seu devido tempo e esse tempo é o tempo de Deus e não nosso".»

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 13:24 0 comentários

Como a fé influencia sua vida




A cura de doenças, o sucesso no trabalho, a felicidade no amor, a inspiração das artes, a solução da crise econômica e o sentido da vida podem ser apenas uma.
por Edmundo Clairefont"Todos de pé." O padre Anísio Baldessin solta a ordem em direção ao grupo de 11 enfermos distribuídos nas fileiras de bancos à sua frente. Vestidos com aventais azul-claros, pulseiras de plástico com seus nomes e o tipo de sangue atadas ao pulso, três deles não têm força para levantar. Com os olhos cerrados, permanecem quase imóveis em cadeiras de rodas. E começam a rezar, na tentativa de se apegar à vida que insiste em acabar. Todos passaram ou passarão nos próximos dias por delicadíssimos procedimentos cirúrgicos: uma desobstrução coronária, uma intervenção torácica, um transplante. São 11h da manhã de um domingo, e na capela do Instituto do Coração de São Paulo, o InCor, não existe espaço para pequenas esperanças e desejos mundanos. Existe fé, muita fé.
Desde 2000, mais de 6.000 estudos foram publicados sobre a relação entre religião e saúde "Comovente, não é?", diz o capelão de 45 anos após encerrar a missa. "Eles precisam lidar com a doença, com a dor, com a proximidade da morte. E sabe o que eu digo? Eu digo que rezar ajuda. Não tem milagre aqui, mas tem conforto, apoio e esperança. E você percebeu como eles saíram mais tranquilos, confortáveis, agradecidos?"Há 17 anos percorrendo todos os dias as alas do complexo do Hospital das Clínicas, onde fica o InCor, o padre participa de um dos raros momentos em que religião e ciência afastam suas diferenças para concordar: ter fé faz bem à saúde. Católicos, judeus, hindus, espíritas, budistas, evangélicos, agnósticos... Não importa a religião - ou a falta de. Basta crer.
Pessoas que praticam meditação (processo semelhante a uma oração profunda) por um período superior a 15 anos têm os lobos frontais exercitados. O melhor funcionamento dessa região cerebral ajuda a aperfeiçoar a memória De 2000 para cá, mais de 6.000 trabalhos sobre o tema foram publicados nos Estados Unidos. São documentos que professam o poder da crença e do auxílio religioso sobre a saúde combalida. Lançam dados impressionantes, como um estudo da Universidade de Pittsburgh que mostra o aumento de três anos na expectativa de vida de quem frequenta a igreja. Ou outro que aposta na redução dos níveis de cortisol, o hormônio associado ao estresse, em indivíduos religiosos. Pessoas que praticam meditação, processo físico semelhante ao da oração profunda, colocam para funcionar uma região do cérebro chamada de lobo frontal, conhecida também por aprimorar a memória.No Canadá, cientistas da Universidade de Toronto afirmam que acreditar em Deus reduz a ansiedade. Uma pesquisa comandada pela Universidade de Miami sinalizou que portadores do HIV com alguma crença espiritual apresentam níveis maiores das células de imunidade CD4.
Aquele que tem ciência e arte tem também religião; o que não tem nenhuma delas que tenha religião!Goethe, escritor (1832)São trabalhos controversos. A oposição científica, religiosa e intelectual atira seus dardos em direção a questões éticas, à validade e aos procedimentos utilizados. Tenta pôr em xeque a união da medicina e da religião. Alerta para a redução da fé a processos químicos e impulsos elétricos. Questiona a utilidade de conectar duas áreas que correm separadas, porque atendem a ramos distintos da experiência humana. E pergunta: o.k., são lindas as imagens do cérebro ativado por uma oração profunda. Mas o que queremos com isso? Que utilidade terá para a medicina saber que uma parte da nossa massa cinzenta pisca quando rezamos?TER FÉ É COISA DA SUA CABEÇAO mapeamento da atividade cerebral durante a experiência religiosa foi o ponto de partida para as conclusões registradas por Andrew Newberg, professor de radiologia, psicologia e estudos religiosos da Universidade da Pensilvânia, no livro Why God Won't Go Away (Por que Deus Não Vai Embora, inédito no Brasil).
"Deus é um conceito com o qual medimos a nossa dorEu não acredito em mágicaEu não acredito em I-ChingEu não acredito na BíbliaEu não acredito em tarôEu não acredito em HitlerEu não acredito em JesusEu não acredito em KennedyEu não acredito em BudaEu não acredito em mantraEu não acredito em GitaEu não acredito em iogaEu não acredito em reisEu não acredito em ElvisEu não acredito em BeatlesEu só acredito em mim.Em Yoko e em mim.E essa é a realidadeO sonho acabou.O que eu posso dizer?"
John Lennon, músico (1970)Ele reuniu um grupo de freiras franciscanas e monges tibetanos e analisou como o cérebro desses indivíduos reagia durante os períodos de reza e profunda concentração. Notou um aumento na atividade do lobo frontal e uma redução na do lobo parietal, área que comanda a orientação espacial. Esse fenômeno seria a origem das sensações divinas, extracorporais.O professor sugere que o corpo humano estaria equipado para a religião. "Esses mecanismos foram adotados durante a evolução. As crenças e atos religiosos seriam benéficos para o organismo", diz ele no livro. A fé acabaria responsável por formar grupos, minorar o isolamento e disseminar hábitos positivos. Ou seja, colocar um pouco de ordem na sociedade.
Uma pesquisa da Universidade de Miami sinalizou: portadores do vírus HIV que afirmam ter uma crença espiritual apresentam níveis maiores das células de imunidade CD4.Comparar-se a um ser superior, ser feito a sua imagem e semelhança, teria inevitáveis e vantajosas consequências no jeito com que o homem se enxerga no espelho e dentro do mundo. Em como ele resiste aos anos, ao trabalho, aos perigos físicos, às dores da alma e do corpo. Uma longa lista de questionáveis e não questionáveis benesses comportamentais e existenciais parte dessa linha de pensamento.METADE DOS ANALGÉSICOSO pastor João Silvio Rocha, de 44 anos, é capelão do Hospital das Clínicas de Campinas, no interior de São Paulo. Na companhia de um padre residente, João passa o dia visitando entre 20 e 25 pacientes em seus leitos.
A Universidade de Duke reuniu 595 doentes, todos com mais de 55 anos e religiosos, e lhes perguntou se sua condição era uma "punição de Deus". No grupo dos que acreditavam na ideia do castigo divino, a taxa de mortalidade foi 28% maiorEle diz que, além de contar com a simpatia dos médicos, a sua presença traz uma sensível melhora no humor e na disposição dos enfermos. Houve uma vez em que o pastor e o padre foram até o setor de oncologia. Era dia de celebrar aniversários, comer bolo, tomar refrigerante e suco. Os dois falaram com os doentes e distribuíram bênçãos. Ao final, rezaram todos. Na tarde seguinte, uma enfermeira fez chegar ao ouvido dos dois: "Depois que vocês visitam os pacientes aquilo vira um silêncio, uma tranquilidade. Usamos metade dos analgésicos de um dia comum".
A Universidade de Duke fez outra pesquisa: mediu o índice de interleucina-6 (uma proteína associada ao funcionamento do sistema imunológico) em um grupo de pessoas. O nível da substância foi maior entre aqueles que mantinham hábitos religiosos. Ou seja: a resistência a doenças era maior Professor de medicina comportamental da Universidade de Columbia, nos EUA, o psiquiatra Richard Sloan explica que esse tipo de percepção é dúbia. "A experiência da enfermeira é puramente casual", afirma. Sloan lançou no ano passado o livro Blind Faith: The Unholy Alliance of Religion and Medicine (Fé Cega: A Profana Aliança entre a Religião e a Medicina, inédito no Brasil), em que compilou os porquês e os senões de tratar a crença do paciente como uma ferramenta medicinal.
"Três quartos das demandas existentes no mundo são românticas; baseadas em visões, idealismos, esperanças e afeições; e a regulagem da bolsa é, em essência, a regulagem da imaginação e do coração."John Ruskin, crítico de arte (1862) "Na neurologia não existe nada que prove que rezar cure mais que qualquer outro tipo de estímulo cerebral positivo", diz a neurologista Elizabeth Quagliato, professora da Faculdade de Medicina da Unicamp. "Não se trata de afirmar que a religião pode ou não pode ser fisicamente boa. Claro que ela é. Ela nos deixa mais serenos, diminui a ansiedade e a tensão em situações extremas como as que se vive em um hospital. Mas, nesse sentido, ela funciona como mais um entre tantos outros estímulos que o cérebro recebe o tempo inteiro. E religião não é só isso. Quem não é religioso também se cura."
"Eu estou convencido de que a partir de 2010 essa crise já será coisa do passado aqui e em outros países."Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da república (2008)
"A crise não está nem perto do fim."Bruce Scott, Economista (2009)OBAMA E A ECONOMIA DA FÉ Não há a menor chance de negar que o planeta vive a marola de uma crise. Quando o novo presidente dos Estados Unidos Barack Obama pede fé na recuperação do mercado financeiro, ele personifica e atrai expressões de crença política, ideológica e econômica. O espectro que paira sobre seu governo é curioso. A edição 583 da revista Amazing Spider Man trouxe o político como estrela de uma aventura do Homem-Aranha. Sua aparição na aventura de cinco páginas fez com que o título liderasse em janeiro o mercado americano de quadrinhos. As vendas escalaram o teto dos 350 mil exemplares, o melhor desempenho do gibi em 15 anos.
Estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, afirma que acreditar em Deus reduz o estresse e a ansiedade
Imagens das reações cerebrais diante de situações de tensão mostravam nos ateus maior atividade do córtex cingulado anterior. A região libera sinais para que o comportamento seja alterado. Conclusão: quem acredita em Deus é mais tranquilo ao processar esses estímulos e reage a um erro com menos urgênciaNo dia de sua posse, 1,8 milhão de pessoas compareceram ao memorial a Abraham Lincoln, em Washington. A multidão, que superou o 1,2 milhão de pessoas que Lyndon Johnson reuniu em 1965, enfrentou os 3 0C negativos porque acredita em Obama. Gente que foi ouvi-lo "agradecer a confiança depositada em mim". Gente que crê no democrata para soprar "as nuvens acumuladas e as tempestades assoladoras do porvir".E quando ele promete combater "o enfraquecimento da confiança em nosso país" - um medo angustiante de que o declínio da América seja inevitável e de que a próxima geração seja obrigada a reduzir suas expectativas -, o que ele diz é que "estamos reunidos neste dia porque optamos pela esperança em lugar do medo". No Brasil, a Fundação Getulio Vargas é a responsável por colher e compilar dados como o Índice de Confiança do Consumidor. A sondagem chegou em fevereiro a seu menor nível desde 2005, com 94,6 pontos.
Doentes internados que dizem ter fé apresentam o organismo com presença reduzida de cortisol, o hormônio associado ao estresse. Uma menor concentração da substância diminui a pressão sanguínea, estimula a imunidade e regula o nível de açúcar no sangue
A Universidade de Indiana fez levantamento em um centro de oncologia e ouviu de 75% dos pacientes que "É muito útil" quando os médicos conversam com eles sobre questões religiosas "Esse indicador captura a crença de que a economia vai melhorar ou piorar. É um índice estritamente subjetivo, que mesura percepções", diz o economista da casa, Marcos Fernandes. "O funcionamento disso é curioso. Quando os dados são negativos, os agentes do mercado perdem confiança. A economia, sem o crédito do mercado, retrai ainda mais. O consumidor vê isso e faz o quê? Descrê. Um tempo de crise apresenta esse efeito alimentador." Se o mercado, desconfiado, desaquece a economia, que desanima a confiança do consumidor, que esfria o mercado novamente, o que encerra o ciclo? O que faz com que as pessoas vejam o túnel, a luz e a saída? "Você quer a resposta que os economistas acreditam ter? Ninguém sabe. Nem eles."
"Eu estou pedindo que vocês acreditem. Não apenas na minha habilidade de promover mudanças reais em Washington. Eu estou pedindo que vocês acreditem em si mesmos."Barack Obama, presidente dos EUA O que Marcos Fernandes sabe é que um fiapo, uma pequena melhora num indicador, o desempenho mais fresco de algum setor, uma frase de um presidente ou de um ministro pode iniciar a reversão. "E isso não quer dizer que não haja dados, lógica ou ciência na economia. Mas ela funciona, de certa forma, como um organismo. Existem coisas ponderáveis, fixas, e existem variantes, o imprevisível. A fé entra aí", afirma. E é a crença que move empreendedores. Um componente que estimula arriscar, tentar o que não foi feito. No saldo, resulta em novas tecnologias e em novos produtos. Em oferta e venda. "Essas pessoas não são loucas. Elas têm dados, informações. Mas, num organismo complexo, há uma quantidade enorme de elementos. E o que permite alguém definir, acreditar qual será o seu caminho nele, é a fé. Nesse sentido, ela é muito positiva. Faz girar a engrenagem da economia."
O QUE A CIÊNCIA QUER?Richard P. Sloan, psiquiatra da universidade de Columbia
"Se pegarmos a colossal quantidade de estudos sobre a aproximação da religião com a medicina, dá para dizer de cara que a maioria é pobre em rigor científico. Outro ponto fácil de notar é que muitos deles foram divulgados em publicações com pouquíssimo lastro, de modo que não merecem muita consideração. Mesmo assim, alguns desses trabalhos andam sendo bastante comentados, discutidos. Revistas e jornais do mundo inteiro têm dedicado várias de suas páginas a explorar o tema. É impossível num espaço pequeno analisar cada um deles. As questões sobre a relação entre ciência e crença eu aprofundo em meu último livro. Em linhas gerais, o que se vê são resultados inconclusivos e suposições. Não existem pesquisas sistemáticas que mostrem, por exemplo, que as atividades de um padre, ou de outra figura religiosa, tenham algum efeito real de cura na saúde física. A religião pode ajudar a superar um desconforto, a lidar com um momento difícil. E daí acontecer de os pacientes se sentirem melhores, mais confiantes. O problema é que isso não é o mesmo que dizer que existe uma influência física entre rezar e se curar. Outro tema: quando vejo as imagens do cérebro em atividade durante uma oração profunda, eu olho lindas figuras. O que não vejo é muito sentido em obter essas lindas figuras. Gostaria de entender, precisamente, o que de importante é observado ou aprendido com esse tipo de pesquisa? O que tiramos? O que nos ensina? E como isso se aplica à medicina, à ciência?"A CRENÇA NO TRABALHO O pesquisador Tiago Fuzaro e a professora Elaine Prodócimo, da Faculdade de Educação Física da Unicamp, foram aos números, à prancheta e a um time de futebol profissional feminino para peneirar como a fé se infiltra na formação de relações sociais.
"Sou um crente, pois creio firmemente na descrença. Não creio em Deus, mas sei que Ele crê em mim. Creio que a Terra é chata. Procuro, em vão, não sê-lo. Creio que as paralelas se encontram nos paralelepípedos."Millôr Fernandes, escritor (1968)Questionadas se eram religiosas, e observadas de perto, as atletas forneceram informações de como exibir uma crença, ou a falta dela, é agente determinante da rotina, das amizades e do desempenho no trabalho."As pessoas utilizam a religião como fundamento para definirem sua posição dentro de um grupo", afirma a professora. "Na equipe que estudamos, a maioria era assumidamente religiosa. Notamos a rejeição em relação às que se disseram ateias, mesmo que não inteiramente ditada por questões práticas, como talento e liderança."
"Quando meu amor jura que ela é feita da verdade, acredito, sim, no que diz, embora saiba que está mentindo."Shakespeare, dramaturgo (1609)Diante de problemas que ficam mais evidentes sob a pressão dos jogos, o estudo mostrou que compartilhar um credo era atalho para esmagar os atritos internos e engordar a confiança nas habilidades da companheira. "Tentamos responder se uma jogadora poderia ser preferida pelas suas parceiras por causa de atitudes que indiretamente demonstram fé. E quais características positivas e negativas eram atribuídas a elas", diz.
"Só sei que nada sei."Sócrates, filósofo"A empatia que se forma naturalmente com aquelas que dividiam uma crença se traduzia num ambiente de trabalho mais tranquilo. Elas eram classificadas de 'companheiras', 'pacientes' e 'fiéis'. Já as atletas do grupo minoritário apresentavam mais problemas para realizar as mesmas tarefas. Eram 'falsas', 'arrogantes' e 'egoístas'." ESTALOS DE ARTE O escritor e satírico americano H. L. Mencken (1880-1956) escreveu em 1924 algumas ideias que demonstram a tautologia por trás da palavra fé. Não acreditar em nada é acreditar que não acredita em nada. E isso é ter uma fé. "Já entrei em igrejas mais de uma vez, procurando sinceramente sentir o estalo de que tanto falam os religiosos. Mas nem mesmo na Catedral de São Pedro, em Roma, experimentei o mínimo sintoma. O máximo, no mais solene momento, foi um deleite sensual por sua beleza - um deleite exatamente igual ao que me invade quando ouço Tristão e Isolda, de Wagner, ou a Quarta Sinfonia de Brahms. Os efeitos de tais músicas são, na realidade, mais agudos que o da liturgia, mas só porque Brahms e Wagner me comovem mais poderosamente que os santos."
Estudo da Universidade de Pittsburgh indica que pessoas que frequentam igrejas vivem 2 a 3 anos a mais que aqueles que não declaram hábitos religiosos. O mesmo trabalho exibe uma comparação: praticar exercícios aumenta a expectativa de vida de 3 a 5 anosNas artes, o ato de depositar total crédito em algo ou alguém é um motor potente. A música que convocou os estalos de Mencken foi capaz de sustentar outros movimentos. Não é possível pensar no punk sem adicionar uma colher de crença política, mesmo que em uma anarquia fajuta. Tampouco revistar o rock psicodélico dos anos 60 sem encontrar em seu bolso a confiança absoluta de que certas fumaças e substâncias químicas eram a porta para outro tipo de percepção da realidade. Ou ainda mergulhar até o pescoço nas ondas da bossa nova sem acreditar no amor eterno de um Vinicius de Moraes.
92,6% dos brasileiros disseram ao Censo de 2000 que são religiosos. A expectativa de vida no País é de 71,71 anos
85% dos suecos não acreditam em Deus, mostra estudo do sociólogo Phil Zuckerman, autor do livro Invitation to the Sociology of Religion (Convite à Sociologia da Religião). A expectativa de vida no país é de 80,74 anos"A fé não é uma abstração", afirma o historiador da Unicamp Leandro Karnal. "É uma expressão muito concreta que produz coisas reais. Produz fatos econômicos, arquitetura e arte. Produz relações sociais, felicidade e infelicidade. É um fenômeno riquíssimo. Trabalhar com a fé é trabalhar com uma das questões mais complexas e importantes da história humana."
"EU NÃO ACREDITO NESSAS REPORTAGENS...
...e acho uma bobagem a maioria dos estudos que querem dizer que a fé religiosa ajuda a curar. É misturar alhos com bugalhos. Há diversos pontos fracos nos levantamentos dessas universidades, na confusão de conceitos que pesquisadores e revistas espalham ao tomar a palavra fé. Como entrar com as ferramentas da ciência, que trabalha num campo de comprovação, em uma área que simplesmente despreza provas? Vamos imaginar o seguinte: pegue a fé em Deus. Um sujeito que crê nisso. Na cabine ao lado, vamos trancar alguém confiante em si, que tem fé em sua capacidade. E daí, digamos que consigamos estimular, de algum jeito, um sujeito para 'crer mais em Deus' e o outro para 'ser mais confiante'.Agora, imagina que esse sujeito confiante apresenta qualquer tipo de vantagem sobre o cara da cabine que acredita em Deus. A gente conclui o quê? Levantamos a hipótese de que uma 'dose maior de confiança em si' é melhor do que uma 'dose a mais de Deus'? Não faz sentido. Como damos uma dose a mais dessas coisas?Sabe o que a ciência pode fazer por nós? Ela pode ser mais modesta e aceitar que não entendemos zilhões de coisas. Essa fé grandiosa, a religião, exige uma humildade para dizer que 'não sei nada'. O sujeito só sabe que confia Nele. Ele suspende o intelecto. Implica dizer 'eu não vou discutir isso. Eu creio'. Simplesmente não estamos equipados para lidar com essa enormidade de questões. É preciso deixar claro que esse acreditar na religião é totalmente diferente da fé na economia, ou numa arte, num time de futebol, numa corrente política, na ciência. É um erro básico misturar. E se a gente tentar descascar infinitas áreas, obviamente vai ficar nisso para sempre. Nossas relações dependem de confiança, de acreditar. Quando conhecemos alguém e iniciamos uma conversa, é uma fé espontânea. Precisamos crer no que estamos falando e no que estamos ouvindo. Ou a gente não se comunica e passamos a viver embebidos em fé. Mas acho triste e perigosa a mescla de reflexões que fazem. Definitivamente, religião e ciência transitam em territórios distintos. Forçar os limites para encontrar uma explicação em algo que, por princípio, não precisa de uma me parece um indiscutível exercício de perder tempo."
Antônio Flávio Pierucci, professor de sociologia da religião na USP

terça-feira, 15 de setembro de 2009

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Maria, Mãe de todos nós

Maria acreditou nas palavras do anjo que dizia que ela seria a Mãe do Salvador. Maria disse SIM aos desígnios do Pai e o Espírito Santo gerou Jesus em seu seio, e assim veio ao mundo a salvação de todos os homens. Maria creu nas palavras do anjo no dia da Anunciação. Maria guardava no coração as palavras dos pastores a respeito dela e do menino. Ouviu as maravilhas que cortaram os que viram os anjos anunciarem a Vinda do Salvador e cantarem:Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados (Lc 2,14).Maria ouviu as palavras de Simão e de Ana no Templo e conservou tudo em seu coração de Mãe. Desde que o anjo disse:Eis que conceberás e darás à luz a um filho e lhe porás o nome de Jesus (Lc 1,31). Maria sentiu realizar-se em seu ser o profundo mistério do Amor de Deus para com o homem. Ela seria a Mãe do próprio Deus feito homem. Realizava-se o mistério da Encarnação e a eternidade entrava na história. Maria era agora a mãe de Jesus, do Menino-Deus anunciado pelo anjo, que trazia para nós a vida eterna.
Durante toda a vida, percebemos que Maria escutou mais do que falou. Escutou o anjo, os pastores, Isabel, os reis magos, Simeão, Ana e, principalmente, José. Mais tarde, começou a escutar o povo de Nazaré, João Batista e os discípulos. Até quando perdeu o Menino, com 12 anos, no Templo, Maria, embora aflita, escutou o que lhe disse Jesus. Em seguida, desceu com eles à Nazaré e lhes era submissa. Sua Mãe guardava todas estas coisas no seu coração (Lc 2,51).
A exemplo de Maria, devemos conservar em nosso coração tudo o que Deus nos revela, quando se trata de preservar o tesouro de Deus, os dons e as graças que Deus nos dá, contra os inimigos que querem destruí-los.
Somos filhos de Deus, mergulhados na morte e ressurreição de Jesus, participantes da herança do Reino. E Jesus nos deu Maria como Mãe, na hora de Sua morte na cruz, para que tivéssemos uma proteção especial que só Mãe pode dar.
Quando Jesus viu sua Mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua Mãe: Eis aí teu filho.Depois disse ao discípulo:Eis aí tua Mãe.E dessa hora em diante o discípulo a levou para casa (Jo 19,26-27).
Maria acompanhou, não só João, mas todos os discípulos que se reuniam no início da Igreja. Estava presente no dia da Ascensão e quando foi derramado o Espírito Santo no dia do Pentecostes.
Na Encarnação, o Espírito Santo gerou Jesus, o Cabeça da Igreja; em Pentecostes, o Espírito Santo gerou à Igreja, o Corpo de Cristo. E ali estava Maria, Mãe da Igreja e Mãe de todos que crêem, intercedendo e se alegrando junto com os discípulos.
Acompanhando seus filhos durante estes 2.000 anos, Maria tem aparecido a muitos e em diversos lugares, principalmente neste século que termina. Sua missão é levar-nos a Jesus e chamar-nos à conversão. Com ternura de Mãe, ensina-nos o caminho de volta quando nos perdemos e mostra à humanidade que é preciso arrepender-se dos pecados e reconciliar-se com Deus. Ensina-nos a rezar, principalmente o Rosário, e a nos aproximarmos dos Sacramentos. Nas principais aparições desde o século passado: Lourdes, Guadalupe, Fátima, Medjugorje, Maria insiste na oração e na confiança em Deus. A ternura de Maria transparece sempre em suas mensagens.
Nas aparições de Medjugorje, as mais longas até hoje, neste momento tão difícil para a humanidade, Maria, como Mãe, nos ensina tudo o que devemos fazer para seguir Jesus.
Eis um trecho da mensagem de Medjugorje, em março deste ano: De modo especial os convido: rezem, porque somente com a oração vocês poderão vencer sua vontade e descobrir a Vontade de Deus, até mesmo nas mais pequeninas coisas… Filhinhos, desejo que vocês se tornem apóstolos do amor: Através de seu amor, filhinhos, se reconhecerá que vocês são Deus!
Doce Coração de Maria, sêde nossa salvação! Mãe de amor, Mãe de Jesus e Mãe de todos nós, ficai conosco e rogai por nós!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

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Dez milagres Eucarísticos

A revista "Jesus", das Edições Paulinas de Roma, publicou uma matéria do escritor Antonio Gentili, em abril de 1983, pp. 64-67, na qual apresenta uma resenha de milagres Eucarísticos. Há tempos, foi traçado um "Mapa Eucarístico", que registra o local e a data de mais de 130 milagres, metade dos quais ocorridos na Itália. São muitíssimos os milagres Eucarísticos no mundo todo. Por exemplo, Marthe Robin, uma francesa, é um milagre Eucarístico vivo, pois se alimentou durante mais de quarenta anos só de Eucaristia. Teresa Newmann, da Alemanha, durante mais de 36 anos também se alimentou só do Corpo de Cristo.
1 - Lanciano - Itália – no ano 700

Em Lanciano – século VIII. Um monge da ordem de São Basílio estava celebrando a Santa Missa na Igreja dos santos Degonciano e Domiciano. Terminada a Consagração, que ele realizara, a Hóstia transformou-se em Carne e o vinho em Sangue, depositados dentro do cálice. O exame das relíquias, segundo critérios rigorosamente científicos, foi efetuado em 1970-71 e outra vez em 1981 pelo professor Odoardo Linoli, catedrático de Anatomia e Histologia Patológica e Química e Microscopia Clínica, Coadjuvado pelo professor Ruggero Bertelli, da Universidade de Siena. Resultados: 1) A hóstia é realmente constituída por fibras musculares estriadas, pertencentes ao miocárdio. 2) Quanto ao Sangue, trata-se de genuíno sangue humano. Mais: é do grupo sanguíneo 'A' que pertencem os vestígios de Sangue, o Sangue contido na carne e o Sangue do cálice revelam tratar-se sempre do mesmo sangue grupo 'AB' (sangue comum aos judeus). Este é também o grupo que o professor Pierluigi Baima Bollone, da Universidade de Turim, identificou no Santo Sudário. 3) Apesar da sua antiguidade, a Carne e o Sangue se apresentam com uma estrutura de base intacta e sem sinais de alterações substanciais; este fenômeno se dá sem que tenham sido utilizadas substâncias ou outros fatores aptos a conservar a matéria humana, mas, ao contrário, apesar da ação dos mais variados agentes físicos, atmosféricos, ambientais e biológicos.

2 - Orvieto - Bolsena - Itália – 1263

Início da Festa de Corpus Christi

3 - Ferrara - 28/03/1171

Aconteceu este milagre na Basílica de Santa Maria in Vado, no século XII. Propagava-se com perigo a heresia de Berengário de Tours (†1088), que negava a presença real de Cristo na Eucaristia. Aos 28 de março de 1171, o padre Pedro de Verona e três sacerdotes celebravam a Missa de Páscoa; no momento de partir o Pão Consagrado, a Hóstia se transformou em Carne, da qual saiu um fluxo de Sangue que atingiu a parte superior do altar, cujas marcas são visíveis ainda hoje. Há documentos que narram o fato: "Breve" do Cardeal Migliatori (1404). A "Bula" de Eugênio IV (1442), cujo original foi encontrado em Roma em 1975. Mas, a descoberta mais importante deu-se em Londres, em 1981, quando foi encontrado um documento de 1197 narrando o fato.

4 - Offida - Itália – 1273

Ricciarella Stasio - devota imprudente, realizava práticas supersticiosas com a Eucaristia; em uma dessas profanações, a Hóstia se transformou em Carne e Sangue. Foram entregues ao padre Giacomo Diattollevi e são conservadas até hoje. Há muitos testemunhos históricos sobre esse fato.

5 - Sena – Cáscia - Itália – 1330

Hoje este milagre é celebrado em Cássia, terra de Santa Rita de Cássia. Em 1330, um sacerdote foi levar o viático a um enfermo e colocou indevidamente, de maneira apressada e irreverente, uma Hóstia dentro do seu Breviário para levá-la a uma pessoa gravemente enferma. No momento da Comunhão, abriu o livro e viu que a Hóstia se liquefez e, quase reduzida a Sangue, molhou as páginas do livro. Então o sacerdote negligente apressou-se a entregar o livro e a Hóstia a um frade agostiniano de Sena, o qual levou para Perúgia a página manchada de Sangue e para Cássia a outra página onde a Hóstia ficou presa. A primeira página perdeu-se em 1866, mas a relíquia chamada de “Corpus Domini” é atualmente venerada na basílica de Santa Rita.

6 - Turim - Itália – 1453

Na Alta Itália ocorria uma uma guerra pelo ducado de Milão. Os piemonteses saquearam a cidade; ao chegarem à igreja, forçaram o tabernáculo. Tiraram o ostensório de prata, no qual se guardava o Corpo de Cristo ocultando-no dentro de uma carruagem juntamente com os outros objetos roubados, e dirigiram-se para Turim. Crônicas antigas relatam que, na altura da igreja de São Silvestre, o cavalo parou bruscamente a carruagem – o que ocasionou a queda, por terra, do ostensório – e este se levantou nos ares “com grande esplendor e com raios que pareciam os do sol”. Os espectadores chamaram o bispo da cidade na época, Ludovico Romagnano, que foi prontamente ao local do prodígio. Quando chegou, “O ostensório caiu por terra, ficando o Corpo de Cristo nos ares a emitir raios refulgentes”. O prelado, diante dos fatos, pediu que lhe levassem um cálice. Dentro do cálice, desceu a Hóstia, que foi levada para a catedral com grande solenidade. Era o dia 9 de junho de 1453. Existem testemunhos contemporâneos do acontecimento ("Atti Capitolari" de 1454 a 1456). A igreja de “Corpus Domini” (1609), que até hoje atesta o milagre.

7 - Sena - Itália – 1730

Na Basília de São Francisco, em Sena, pátria de Santa Catarina de Sena, durante a noite de 14 para 15 de março de 1730, foram jogadas no chão 223 Hóstias consagradas, por ladrões que roubaram o cibório de prata onde elas estavam. Dois dias depois, as Hóstias foram achadas em caixa de esmolas misturas com dinheiro. Elas foram higienizadas e guardadas na Basílica de São Francisco; ninguém as consumiu; e logo o milagre aconteceu visto que com o passar do tempo elas não se estragaram, o que é um grande milagre. A partir de 1914 foram feitos exames químicos que comprovaram pão em perfeito estado de conservação.

8 - Milagre Eucarístico de Santarém – Portugal (1247)

Aconteceu no dia 16 de fevereiro de 1247, em Santarém, a 65 km ao norte de Lisboa. O milagre se deu com uma dona-de-casa chamada Euvira, casada com Pero Moniz, a qual sofrendo com a infidelidade do marido, decidiu consultar uma bruxa judia que morava perto da igreja da Graça. Essa feiticeira prometeu-lhe resolver o problema se recebesse uma Hóstia Consagrada como pagamento. Para obter a Hóstia, a mulher traída fingiu-se de doente enganando o padre da igreja de São Estevão, que lhe deu a sagrada Comunhão num dia de semana. Assim que ela recebeu a Hóstia, sem que o sacerdote notasse, colocou-a nas dobras do seu véu. De imediato a Hóstia começou a sangrar. Assustada, a mulher correu para casa na Rua das Esteiras, perto da igreja e escondeu o véu e a Hóstia numa arca de cedro, onde guardava os linhos lavados. À noite o casal foi acordado com uma visão espetacular de Anjos em adoração à sagrada Hóstia sangrando. Várias investigações eclesiásticas foram feitas durante 750 anos. As realizadas em 1340 e 1612 provaram a sua autenticidade. Em 5 de abril de 1997, por decreto de Dom Antonio Francisco Marques, Bispo de Santarém, a igreja de São Estevão, onde está a relíquia, foi elevada a Santuário Eucarístico do Santíssimo Sangue.

9 – Faverney, na França, em 1600

O Milagre Eucarístico de Faverney, na França, consistiu numa notável demonstração sobrenatural de superação da lei da gravidade. Faverney está localizada a 20 quilômetros de Vesoul, distante 68,7 quilômetros de Besançon. Hudelot, um dos noviços, notou que o ostensório, no qual se encontrava o Santíssimo Sacramento sobre o Altar, elevou-se e ficou suspenso no ar e as chamas se inclinavam e não tocavam nele. Os frades capuchinhos de Vesoul também apressaram-se para observar e testemunhar o milagre. Apesar de terem conseguido, com a ajuda do povo, apagar o incêndio, o milagre não cessou e o Ostensório com Jesus Sacramentado continuou flutuando no espaço.

10 - Em Stich, Alemanha, 1970

Na região da Bavária, na Alemanha, próximo à fronteira suíça, em 9 de junho de 1970, enquanto um padre visitante da Suíça estava celebrando uma Missa numa capela, uma série incomum de eventos aconteceu. Depois da consagração, o celebrante notou que uma pequena mancha avermelhada começou a aparecer no corporal, no lugar onde o cálice tinha estado. Desejando saber se o cálice tinha começado a vazar, o sacerdote passou a mão debaixo do objeto, mas achou-o completamente seco. A essa altura, a mancha crescera, atingindo o tamanho de uma moeda de dez centavos. Depois de concluir a Celebração Eucarística, o religioso inspecionou todo o altar, mas não conseguiu encontrar qualquer coisa que pudesse ser remotamente a fonte da mancha avermelhada. Ele trancou o corporal, que apresentava o fenômeno, num local seguro, até que pudesse discutir o assunto com o pároco.
Prof. Felipe Aquino - www.cleofas.com.br

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 14:57 0 comentários

Jesus morreu na cruz?


Jesus morreu na cruz?

Tudo indica que sim. Há séculos os cristãos crêem que assim aconteceu. Mas, além de fé, possuem provas legítimas de que isto ocorreu de fato. Alguns historiadores da época (que não eram cristãos) escreveram brevemente sobre a morte de Jesus. Entre estes historiadores (cuja qualidade dos escritos são reconhecidos mundialmente) estão Tácito e Flávio Josefo.
A morte de Jesus foi acompanhada por familiares e por muitas outras pessoas que verificaram, no local, sua morte. Alguns dizem que eles poderiam terem se enganados e que Jesus teria sobrevivido e sido cuidado por alguém. Porém, como é que Ele, com Seu pé destroçado pelos cravos que O prenderam na cruz conseguiria andar vários quilômetros até Emaús? Ainda mais com seu pulmão perfurado? E todo o resto que Ele fez, como conseguiria? Sua condenação, execução e morte foram públicas, para que não houvesse dúvidas.
O movimento cristão foi perseguido desde seu início. Seus membros foram acusados de muitas coisas, menos de mentirem que Jesus foi crucificado e morreu. Isto aconteceu porque eles (os judeus) estavam lá. Eles acompanharam tudo, portanto eles podiam testemunhar a favor da verdade.
Apesar de todas as evidências e com o passar dos séculos, várias pessoas começaram a afirmar que Jesus não morreu na cruz. Que provas de valor deram? Nenhuma. A imaginação destas pessoas é muito rica, pois cada uma cria uma nova estória sobre o que aconteceu e sobre o que foi feito de Jesus. A própria existência de dezenas de estórias que se contradizem já é uma prova do quanto elas carecem de verdade.
Algumas das estórias mais difundidas são sobre como Jesus morreu de velhice na Índia. Todavia não apresentam nenhuma prova confiável do que descrevem. Cada estória fala algo diferente, apresenta uma teoria diferente. Certamente muitas outras estórias surgirão, principalmente enquanto elas derem dinheiro (para os que escrevem livros, dão palestras, etc), servirem para propósito de propaganda religiosa/ideológica ou servirem para divertir aquelas pessoas superficiais que estão em busca apenas de estórias curiosas.

(Revista Defesa da Fé, número 9, ano 2) – “... Pedro dá evidência de testemunhas oculares: somente imagine o que teria acontecido no fim da pregação de Pedro no dia de Pentecoste, se não tivesse falado a verdade! “A Jesus, nazareno, varão aprovado por Deus entre vós, com maravilhas, prodígios e sinais, ... como vós mesmos bem sabeis: a este fato que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-O vós, O crucificastes e matastes pelas mãos dos injustos” (at 2:22,23). Lembrem-se de que isto foi somente sete semanas depois da crucificação! Se não fosse verdade, os ouvintes teriam dito: “Querido Simão Pedro, você deve estar sonhando! Quem foi crucificado e morto?” Quando o Evangelho começou a espalhar-se, o povo de Jerusalém teria feito objeções à crucificação em voz alta, se fosse mentira. Os judeus admitem a crucificação de Jesus (pois estavam lá!) ... “

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 08:06 0 comentários

O que aconteceu aos dois ladrões que foram crucificados juntos com Jesus Cristo?

Jesus morreu antes dos outros dois crucificados. Morreu antes devido aos espancamentos (flagelação) terríveis, da desidratação, do stress e do jejum a que foi submetido. O dia da sua morte era um dia muito importante para a religião judaica: “era dia de preparativos para a Páscoa.”
O costume dos romanos era deixar os corpos na cruz após estarem mortos para que fossem vistos e servissem de exemplo. Neste caso, porém, a crucificação se deu numa época muito especial para os Judeus, que pediram que tirassem os corpos de lá, evitando assim que fossem retirados no sábado mais sagrado do ano ou que ainda estivessem lá no domingo de Páscoa. (Quem conhece a cultura Judaica sabe o quanto o sábado é considerado sagrado, a ponto de quase nada ser permitido fazer).
Os romanos, com receio de uma possível rebelião popular, permitiram que os corpos fossem retirados antes que começasse o sábado judaico. ( O sábado para os Judeus começa sempre ao anoitecer da nossa sexta-feira).*
Os dois bandidos ainda estavam vivos. Para acelerar suas mortes foi decidido aplicar o crurifragium, ou seja, quebrar as pernas dos crucificados a fim de que estes ficassem sustentados apenas pelos braços e assim morressem rapidamente asfixiados (por falta de ar). Desta forma todos morreram antes do início do sábado.
As pernas de Jesus não foram quebradas, pois Ele já estava morto. Um dos legionários romanos, para evitar dúvidas, enfiou sua lança no corpo morto do Mestre.

“Era dia de preparativos para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque esse sábado era muito solene para eles. Então pediram que Pilatos mandasse quebrar as pernas dos crucificados e os tirassem da cruz. Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro, que estavam crucificados com Jesus. E se aproximaram de Jesus. Vendo que já estava morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um soldado Lhe atravessou o lado com uma lança e imediatamente saiu sangue e água.” (João 19:31,34)

"Os judeus tinham ido pedir a Pilatos que se praticasse o "crurifragium", pois era "a vigília de sábado" ... e também o dia de descanso da parasceve. Pela lei judaica os crucificados não podiam passar a noite na cruz (Deut. 21-23). E pelas seis horas começava o sábado da semana da Páscoa, durante a qual estava interdita qualquer execução. A proximidade da grande festa explica a maneira como foram precipitados os acontecimentos do dia - a prisão noturna, o julgamento, a execução e o sepultamento de Jesus, tudo no espaço de poucas horas".
Do livro: E a Bíblia tinha razão ... , Werner Keller, Editora Melhoramentos, pag. 331

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 08:38 0 comentários

Por que Deus permitiu que Jesus morresse na cruz?

Para algumas pessoas Deus não iria permitir que uma pessoa justa como Jesus morresse na cruz. Acham que este sofrimento só estaria reservado às pessoas ruins. Uns concluíram que Jesus não morreu na cruz. Algumas, mais fantasiosas, escreveram que Deus colocou outra pessoa para morrer no lugar Dele.
Para estas pessoas a morte é uma derrota. Elas se esquecem que uma das grandes mensagens do Evangelho é justamente que a vida continua após a morte. Portanto, a morte não é uma derrota. Foi só com a morte e a posterior ressurreição que Deus pode mostrar de modo prático esta realidade espiritual.
Os próprios discípulos de Jesus custaram a entender o sentido Dele morrer. Pedro, após receber o ensinamento profético da morte e ressurreição, falou contra esta mensagem. Jesus respondeu: “Fique longe de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, porque não pensa as coisas de Deus, mas as coisas dos homens!” Ou seja: para Deus a morte não é derrota, não é humilhação, não é perda. Para Deus a morte de Jesus é ensinamento.
Todos os cristãos acreditam que Jesus sabia que iria morrer. Escolheu enfrentar a morte, para demonstrar a vitória do espírito, ou seja, a continuação da vida. Fazia parte de sua missão revelar esta verdade. Para isto Sua morte foi um evento público, para que não restasse dúvida. Então Ele voltou e transmitiu Seus últimos ensinamentos. Ou seja, Jesus realizou a Obra Divina que Lhe havia sido confiada.
Obs: Jesus, durante toda a sua pregação, insistiu que Ele veio para servir e não para ser servido. Uma atitude de humildade, que contrasta com o orgulho e com a arrogância daqueles que pensam saber mais que os outros e que não querem reconhecer a realidade óbvia dos planos de Deus: revelar a realidade da vida espiritual.

“E Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que devia ir a Jerusalém, e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. Então Pedro levou Jesus para um lado, e o repreendeu, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!” Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: “Fique longe de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, porque não pensa as coisas de Deus, mas as coisas dos homens!” (Mateus 16: 21,23)

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 08:36 0 comentários

Por que as atitudes de Jesus causavam escândalo?


Jesus foi um profeta, o maior de todos. Ele foi um profeta que trouxe uma mensagem válida para todos os povos e em todas as épocas. Ou seja, Ele não viveu de acordo com os preconceitos e com os valores restritos da cultura de Sua época. Naquele tempo havia escravidão, Jesus não só não possuía escravos como tratava-os de modo igual. Naquele tempo (como hoje em dia) havia ódio e rivalidade entre os povos. Jesus respeitava, convivia e curava a todos. Mulheres, pobres, leprosos, e todos os que eram discriminados encontravam em Jesus uma palavra amiga e uma convivência próxima. Isto era motivo de escândalo, pois a discriminação era muito grande, muito maior do que a que existe atualmente.
Jesus agia de forma diferente, não aceitava os preconceitos de sua época. Ele conversava com as mulheres, ensinava-as, valorizava-as e, inclusive, pregava às mulheres pagãs. Tudo um escândalo. Pois um homem (judeu) de bem não deveria jamais falar com uma mulher casada e muito menos tomar água dada por uma pagã (Veja Jesus e as mulheres, Jesus e a escravidão). Ele comia com “pecadores”, com “pagãos”, com “leprosos e prostitutas”, assim Ele se tornava impuro, situação que os Judeus tinham verdadeiro pavor.
Jesus também não poupava os ensinamentos errados que as elites sacerdotais difundiam. Uma vez foi acusado de fazer o Bem no dia de sábado. Para os Judeus no sábado não se podia fazer quase nada, nem curar alguém que estava doente e sofrendo. Ele chamava estes poderosos de hipócritas e denunciava muitas coisas erradas. Ensinava qual era o caminho correto. E praticava o caminho correto.
Quando tentaram seduzí-Lo para ser um líder político e guerreiro, Ele disse não. Sua missão era anunciar verdades eternas, conhecimentos da Lei da Vida, ensinamentos sobre o mundo espiritual. Muitos ficaram furiosos pois Ele disse não. Jesus não queria fundar mais um reino que logo se tornaria ditatorial e corrupto (veja só o que aconteceu com todos os países que são ou foram governados baseados em leis religiosas). Ele tomou o caminho correto e causou escândalo pois muitos queriam que Ele mostrasse força para matar os outros e Ele mostrou força para se deixar matar e então revelar a realidade da vida após a morte.
Muitos outros escândalos Jesus causou, pois Sua mensagem é para a eternidade. O povo de sua época, e de outras épocas também, não conseguiu entender a linguagem do amor que está em Seus ensinamentos. Mas como esta é uma mensagem eterna, estes ensinamentos permanecem como um convite para todos os seres humanos viverem segundo o Caminho correto que Ele ensinou.

Obs: Jesus veio à Terra em missão. Jesus veio para servir. O seu sofrimento na cruz foi grande, mas frente a eternidade da vida do espírito este sofrimento não passa de um segundo. Como dizia o apóstolo Paulo: ter bondade é ter coragem.

“Os doutos fariseus, exímios conhecedores da Lei, estavam acostumados a olhar do alto e com desprezo para aqueles que “ignoravam as Escrituras”. ... Com gente desta espécie, os especialistas da fé não queriam nenhum contato, nem rezar juntos, nem sentar-se à mesma mesa, chegando ao cúmulo de julgar descabido dar de comer a estes que ignoravam as escrituras, deixando-os morrer de fome. “Um ignorante não teme o pecado, ... não pode ser um justo” (Avot, II, 6), ensinavam os mestres. Nisto é nítida a oposição de Jesus aos fariseus. Ao contrário deles, o novo rabi preferia até lidar com gente simples. Não só. Todos os excluídos, os refugos da sociedade encontravam Nele um amigo e um defensor: muitos coletores de impostos, que não eram considerados pessoas em Israel, e muitas prostitutas, na maioria das vezes, estavam entre aqueles que O cercavam. Isto era absolutamente chocante para as devotas “pessoas de bem”, para os praticantes que amavam ostentar a própria piedade. Uma vez, ouvindo os seus murmúrios, Jesus respondeu: “Não são os sãos que precisam de médico, mas os doentes. Ide e aprendei o que significa “Eu quero misericórdia e não sacrifícios”. Não vim chamar os justos, mas os pecadores”.
Um arrependimento genuíno tinha mais valor para Jesus do que a tranqüilidade dos que pensam agradar a Deus. ... Certa vez, Jesus visitou Mateus, que nessa ocasião convidou à sua casa muitos amigos e colegas cobradores de impostos, gente que trabalhava, como ele, para os dominadores. O fato levou a uma onda de insatisfação e muitas “pessoas de bem” se escandalizaram com a atitude de Jesus: como pode fazer festa com este tipo de gente? Mas Jesus repetiu uma vez mais que todo mundo é digno de atenção e compaixão, e quem disso se esquece se assemelha ao invejoso irmão mais velho da parábola do filho pródigo, que não se regozija com a volta do irmão perdido ...
Aproximando-se dos pecadores, Jesus queria mesmo avivar neles o arrependimento e a sede de vida nova, e muitas vezes foram sua confiança e abertura que fizeram autênticos milagres.” (pág. 91, 92, do livro Jesus, Mestre de Nazaré)

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 08:25 0 comentários

Onde está Deus?

Deus se importa conosco?
Por que Deus permite a guerra e todas as outras tribulações que a humanidade inflige a si mesma? E por que Deus permite desastres como enchentes, terremotos, doenças e a fome? Deus sabe o que está acontecendo? É Deus impotente? Deus irá, algum dia, intervir nos assuntos humanos?
Muitas pessoas fazem essas perguntas. Afinal de contas, se Deus é Todo-Poderoso e amoroso, por que Ele não impede o sofrimento? É ele incapaz? Ele reluta? Está Ele perdendo uma batalha contra o mal?
O site Reino de Deus fornece respostas a essas perguntas. Aqui você pode aprender sobre as profecias da Bíblia: as que já se concretizaram e outras que dizem respeito aos nossos dias e aos dias do futuro distante. Você verá qual profecia de Deus prevê o futuro do mundo. Aqui você verá que Deus está no controle e que Ele tem um plano para a humanidade. Há um grande propósito sendo desenvolvido aqui na terra. Deus não está tentando "salvar o mundo" agora, mas sim, permitindo a nossa condição atual por uma razão. Ele intervirá na hora certa!
"... andava Jesus de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus" (Lucas 8:1). Ele disse: "buscai primeiro o seu reino e a sua justiça" (Mateus 6:33).
Infelizmente muitos poucos hoje em dia entendem a mensagem de Jesus sobre o Reino de Deus. Sua poderosa mensagem é bem diferente dos apelos emocionais, da ignorância confusa e dos rituais vazios que são freqüentemente associados à cristandade atualmente.
Você pode estar certo de que Deus conhece, e sente, o sofrimento da humanidade. E pode ter certeza de que Deus acertará as coisas. Veja alguns dos mais convincentes versículos da Bíblia sobre os tempos vindouros:
Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; nem passará a soberania deste reino a outro povo; mas esmiuçará e consumirá todos esses reinos, e subsistirá para sempre. (Daniel 2:44)
E julgará entre muitos povos, e arbitrará entre nações poderosas e longínquas; e converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. Mas assentar-se-á cada um debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os espante ... (Miquéias 4:3,4)
Infelizmente, tempos obscuros encontram-se à nossa frente. Há coisas que todos deveriam saber com antecedência. Mas, há também notícias muito boas sobre um futuro muito melhor do que você poderia imaginar ou esperar. Deus tem um plano para nós; há sentido na vida. Essa é a boa nova, o evangelho do Reino de Deus!

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 08:23 0 comentários

O que Deus nos promete?

Vida Eterna - O Reino de Deus - A Nova Criação
A vida eterna é uma das promessas de Deus aos crentes, àqueles que conhecem Deus e perseveram em se superar. Como vimos nas páginas anteriores, Jesus disse: "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste" (João 17:3).
Há muitos outros versículos sobre a promessa de vida eterna. João 3:16 e Romanos 6:23 são geralmente citados:
16. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
23. Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.
Quando receberemos a vida eterna e como a receberemos? Há, certamente, muita confusão e desentendimento a respeito disso. Alguns acreditam que se forem julgados dignos, irão para o céu para sempre, assim que morrerem. Outros acreditam que a vida eterna é apenas um conceito ou idéia, que não é para ser levada a sério. Nenhuma dessas idéias está correta. Felizmente, um breve estudos das escrituras pode fornecer respostas a essas perguntas.
O apóstolo Paulo escreveu para a antiga igreja de Tessalônica sobre a vida após a morte, explicando-lhes que os mortos ou "os que dormem" não estavam perdidos e sim que seriam ressuscitados para a vida eterna, em um tempo no futuro. Aqui está 1Tessalonicenses 4:13-17:
Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança. 14. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. 15. Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos [precede ou toma o lugar de] os que já dormem. 16. Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.
De imediato, muitas coisas foram explicadas:
1. Os crentes não recebem a vida eterna até algum tempo no futuro, com "a vinda do Senhor", quando "o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus". Nessa hora "os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro". Então, até "a vinda do Senhor" os mortos permanecerão mortos em suas sepulturas. Até essa hora, nenhum terá sido ressuscitado para a vida eterna. Ninguém terá "morrido e ido para o céu"! (Há três exceções: Jesus, e as duas testemunhas do Apocalipse 11:12.)
2. Depois dos mortos serem ressuscitados, os crentes, "os que ficarem vivos", juntar-se-ão a eles para o "encontro do Senhor nos ares".
3. Note que nada foi dito sobre ir para o céu. Foi apenas declarado que os crentes iriam para o "encontro do Senhor nos ares" e iriam estar "para sempre com o Senhor". Sim, há versículos, como Mateus 5:12, que dizem "Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus". Mas é errado concluir que qualquer um irá para o céu para receber sua recompensa. Jesus prometeu trazer a recompensa com Ele no Seu retorno dos céus para a Terra: "Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra" (Apocalipse 22:12).
Algumas perguntas foram respondidas, mas outras surgiram. Como e quando será "a vinda do Senhor"? O que acontece depois que os crentes "encontram o Senhor nos ares"? São os ressuscitados ainda humanos mortais de carne e osso, mas com a vida eterna? São os vivos, os que ficarem ainda mortais, mas com vida eterna? E o que é a "trombeta de Deus"? Há respostas claras para todas essas perguntas. Algumas delas são abordadas na epístola de Paulo aos Coríntios. 1 Coríntios 15:50-53:
Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção. 51. Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, 52. num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. 53. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade.
Aqui Paulo mostra que ao soar a "última trombeta" os mortos em Cristo serão elevados à vida imortal e incorruptível. Os crentes que não estão mortos ou "adormecidos" serão instantaneamente transformados de mortais a imortais. Essa transformação de "carne e sangue" para "incorrupção" seria necessária para serem capazes de "herdar o Reino de Deus". Em breve, mais será dito sobre o Reino de Deus e o soar da trombeta.
Paulo comparou o mortal com o imortal em 1 Coríntios 15:42-44; podemos então ver que aos crentes ressuscitados será dado um corpo espiritual, e não um mortal:
Assim é também a ressureição do morto. Ele [o corpo mortal] é semeado [vai para a sepultura] em corrupção; é ressucitado em incorrupção: 43. Semeia-se em ignomínia, é ressuscitado em glória. Semeia-se em fraqueza, é ressuscitado em poder. 44. Semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual.
Jesus também falou sobre o mortal e o espiritual. Ele explicou, assim como Paulo, que para entrar no Reino de Deus, é necessário "nascer novamente" do espírito. Ele continuou mostrando que aqueles que "nascem do espírito" são invisíveis, como o vento:
Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. 6. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. 7. Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo. 8. O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. (João 3:5-8)
Em Mateus, capítulo 22, fizeram a Jesus uma pergunta intrigante sobre o casamento e os mortos ressuscitados. Em Sua resposta, Jesus mostrou que os ressuscitados seriam, na verdade, parecidos com anjos, que são seres espirituais:
29. Jesus, porém, lhes respondeu: Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus; 30. pois na ressurreição nem se casam nem se dão em casamento; mas serão como os anjos no céu.
Vimos que quando ressucitado ao soar da "última trombeta", na "vinda do Senhor", tanto os crentes mortos quanto os viventes receberão corpos imortais, espirituais, parecidos com os dos anjos, podendo então "herdar o Reino de Deus" e estar para "sempre com o Senhor".
Note que um outro tipo de ressurreição é possível: da morte para a vida física, mortal. Um exemplo foi quando Jesus levantou Lázaro dos mortos, como registrado em João, capítulo 11. Muitos anos depois da ressurreição dos crentes, haverá uma ressurreição geral dos mortos para a vida mortal. O Apocalipse 20:5 a descreve: "Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem". Eles aparentemente ressucitarão para a vida mortal por um período de tempo, para sua educação e julgamento espiritual (Apocalipse 20:11-13).
O Apocalipse 20:5 continua com uma outra descrição da primeira ressurreição, quando os crentes recebem a vida eterna, e não podem morrer mais:
Esta é a primeira ressurreição. 6. Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.
Lembre-se de uma das promessas de Jesus aos que se superam, em Apocalipse 2:11:
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, de modo algum sofrerá o dado da segunda morte.
É a vontade de Deus que os crentes recebam a vida eterna. Esses recebem a vida eterna como seres espirituais na primeira ressurreição. Eles nunca serão mortais novamente e não podem mais morrer. Uma "segunda morte" pode acontecer para aqueles que são ressuscitados como mortais na ressurreição posterior. Se eles não forem julgados dignos de receber a vida eterna, eles morrerão novamente, uma segunda vez, sem esperança futura de ressurreição e vida (Apocalipse 21:8). Aqueles que sofrerem uma segunda morte serão para sempre destruídos e não existirão mais. Aqueles que ensinam que Deus pune os maldosos com o tormento eterno no fogo do inferno estão errados, e estão ensinando uma mentira flagrante sobre a natureza de Deus. Punir alguém eternamente seria fora de propósito e pateticamente sádico.
Apocalipse 20:6 acima mostrou que aqueles que participam da primeira ressurreição "serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos". O que significa tudo isso? Sacerdotes de quem serão eles e sobre quem reinarão? Como vimos anteriormente, tanto o apóstolo Paulo quanto Jesus mostraram que os crentes não poderiam entrar ou "herdar o Reino de Deus" até que fossem transformados em seres espirituais imortais. Agora exploraremos as promessas para os crentes de herdar o Reino de Deus.
O Reino de Deus
O Apocalipse é o último livro da Bíblia. Ele foi dado por Jesus ao apóstolo João para mostrar o futuro aos crentes, em profecia. O primeiro versículo do Apocalipse explica:
Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João;
No Apocalipse, trombetas soando, sete delas ao todo, contêm e descrevem os eventos do sétimo e último selo da Revelação. Nós já vimos que "à última trombeta", aprimeira ressurreição ocorrerá. E devem lembrar de 1 Tessalonicences 4:16, que ao mesmo tempo "o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus". Apocalipse 11:15 mostra o que mais vai acontecer ao soar a sétima e última trombeta:
E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.
Na "sétima trombeta" temos quatro acontecimentos:
1. "O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo",
2. "o Senhor mesmo descerá do céu",
3. "os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro" e
4. "nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares”.
Há, sem dúvida, muitas opiniões sobre o que é, e sobre o que não é, o Reino de Deus. Em vez de tratar das opiniões, vejamos algumas das muitas escrituras a respeito do retorno de Cristo e Seu estabelecimento do Reino de Deus na Terra.
Versículos sobre o retorno de Jesus:
Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. (Apocalipse 1:7)
...e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. 31. E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus. (Mateus 24:30, 31)
A glória do Senhor se revelará; e toda a carne juntamente a verá; pois a boca do Senhor o disse. (Isaías 40:5)
3. Então o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações, como quando peleja no dia da batalha [a batalha de Armagedom, Apocalipse 16:14-16 e 19:11-21]. 4. Naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; se o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, do oriente para o ocidente e haverá um vale muito grande; e metade do monte se removerá para o norte, e a outra metade dele para o sul. (Zacharias 14:3,4)
Versículos sobre o Reino:
E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. (Apocalipse 11:15)
Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; nem passará a soberania deste reino a outro povo; mas esmiuçará e consumirá todos esses reinos, e subsistirá para sempre. (Daniel 2:44)
E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído. (Daniel 7:14)
E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o Senhor, e um será o seu nome. (Zacarias 14:9)
E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. (Isaías 2:4)
Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte; porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar. (Isaías 11:9)
E não ensinarão mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior, diz o Senhor; pois lhes perdoarei a sua iniqüidade, e não me lembrarei mais dos seus pecados. (Jeremias 31:34)
Mas assentar-se-á cada um debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os espante, porque a boca do Senhor dos exércitos o disse. (Miquéias 4:4)
Versículos sobre os crentes herdando o Reino:
Não temas, ó pequeno rebanho! porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino. (Jesus, em Lucas 12:32)
e assim como meu Pai me conferiu domínio, eu vo-lo confiro a vós; 30. para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos senteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel. (Jesus aos seus discípulos, em Lucas 22:29, 30)
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo (Jesus, que descreve como Ele recompensaria os fiéis no Seu Retorno. Observe que isso é parte de um plano - o plano de Deus - o qual existe desde o início! Mateus 25:34)
O reino, e o domínio, e a grandeza dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo. O seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão. (Daniel 7:27)
Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, 27. e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai (Apocalipse 2:26,27)
Então vi uns tronos; e aos que se assentaram sobre eles foi dado o poder de julgar... e reinaram com Cristo durante mil anos (Apocalipse 20:4)
Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça (Jesus, em Mateus 6:33)
Há mais de 110 referências ao Reino nos quatro relatos da vida de Jesus, nos livros de Mateus, Marcos, Lucas e João. Há muitas outras referências nos outros livros da Bíblia. O Reino de Deus, freqüentemente chamado de "Reino dos Céus" no livro de Mateus, foi um tema central da pregação de Jesus. Jesus usava muitas parábolas para ensinar sobre o Reino, muitas delas ilustrando o que deveria ser feito para herdá-lo.
Jesus não fez promessas sobre viver no céu para sempre, ao contrário, Ele prometeu a vida eterna e uma herança no Reino de Deus. O primeiríssimo pedido no "Pai Nosso" é de que o Reino de Deus venha:
Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10. venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu (de Mateus 6:9,10)
Infelizmente algumas pessoas estão confusas com a declaração de Jesus: "pois o reino de Deus está dentro de vós" (Lucas 17:21). Claramente, os versículos acima mostram que o Reino de Deus chegará na Terra com poder físico, visível e dramático. Então como é possível que o Reino esteja "dentro de vós"? Aqui está a explicação: onde Deus reina, aí está o Seu Reino. Se Ele reina em você, então o Seu Reino está mesmo dentro de você. E quando Cristo retornar e reger o mundo, Seu Reino será definitivamente instaurado na Terra.
É a vontade de Deus que os crentes herdem o Reino de Deus; esse é o plano de Deus desde "a fundação do mundo". Vimos que os crentes ressuscitados "serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos" (Apocalipse 20:6). Mas o que acontece depois dos primeiros mil anos do Reino de Deus na Terra? Como o Reino se torna um "reino eterno"?

Os Novos Céus, a Nova Terra e a Nova Jerusalém
Anteriormente, vimos o Apocalipse 20:5: "Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem. Esta é a primeira ressurreição". Depois do milênio - os primeiros mil anos do Reino de Deus na Terra - todos os mortos serão promovidos à vida mortal e educados, e a esses será dada uma chance de conhecer a Deus e receber a vida eterna. Como descrito no Apocalipse 20:11-15, aqueles que rejeitarem Deus serão removidos, destruídos para sempre, na segunda morte. Depois disso, não haverá mais mortais. Apenas aqueles que receberam a vida eterna, como seres espirituais, permanecerão.
Então, estaremos prontos para a próxima parte do plano de Deus para os homens: herdaremos o universo e habitaremos com Deus para sempre. O Apocalipse, capítulo 21:1-8, descreve o que Deus planejou:
1. E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe. 2. E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. 3. E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. 4. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. 5. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve; porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. 6. Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida. 7. Aquele que vencer herdará estas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. 8. Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte.
Deus diz "eis que faço novas todas as coisas". Haverá "um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra". Deus promete que "Aquele que vencer herdará estas coisas": nós herdaremos um universo recriado. Deus promete a cada um de nós que "Eu serei seu Deus e ele será meu filho". Deus promete a "cidade santa, a nova Jerusalém" onde "com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas".
É a vontade de Deus que habitemos com Ele para sempre e que herdemos todas as coisas. Deus estará conosco. Todo o universo será nosso. Deus nos revelou um futuro muito melhor do que nossa tecnologia poderia nos fornecer, superando até mesmo nossas maiores expectativas. Podemos ainda nessa atual vida mortal, começar a compreender a extensão e a maravilha dessas promessas? Como o apóstolo Paulo escreveu em 1 Coríntios 2:9,
As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 08:19 0 comentários

O que Deus quer de nós?


Deus é consistente: "Pois eu, o Senhor, não mudo..." (Malaquias 3:6). O que Deus quer de nós não mudou desde o começo. Um versículo do Antigo Testamento, Miquéias 6:8, resume o que Deus quer:
... que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus?
"Pratiques a justiça" e "ames a beneficência"... estas são instruções sobre como relacionarmo-nos uns com os outros. Como Jesus colocou em Mateus 22:39, "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo". Porém "andes humildemente com o teu Deus" o que isto significa exatamente? Como você pode andar humildemente com Deus?
Jesus deu mais informações em Mateus 22:37: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. 38. Este é o grande e primeiro mandamento". Você simplesmente não pode amar a Deus tão profundamente sem que O conheça, sem que nEle acredite, e sem que O obedeça. Amar e andar humildemente com Deus é acreditar em Deus, conhecer Deus e fazer a vontade de Deus. Significa viver como se estivesse na presença de Deus, porque entende que está na presença de Deus. Significa viver da forma que Deus o faria viver. Viver dessa maneira nos tempos de hoje não acontece por acidente: é algo que deve ser escolhido e pelo qual se deve lutar. Como disse Jesus, "porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram" (Mateus 7:14).
Pode-se realmente conhecer Deus? É realmente possível? Jesus mostrou que isso é um requisito! Consideremos Mateus 7:21-23:
21. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres? 23. Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.
Aqui há uma importante mensagem: uma ligação pessoal com Deus ou Jesus é necessária se quisermos satisfazer às expectativas de Deus. Desde que se espera que conheçamos Jesus, é obviamente possível conhecê-Lo. Conhecer Jesus é conhecer Deus: Jesus disse "Eu e o Pai somos um" (João 10:30). Após Sua ressurreição, Jesus apareceu para Seus apóstolos, "E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra". (Mateus 28:18). Podemos nos referir a Jesus como Deus porque é o que Ele é para nós: Deus, o Pai, deu a Jesus total autoridade sobre nós. Há mais informações básicas sobre Jesus neste site.
Então, como você chega a conhecer Jesus ou Deus? Primeiramente, deve-se ter fé e acreditar que se pode conhecê-Lo. A fé é a confiança em Deus e nas escrituras, que são o registro de Suas palavras. O apóstolo Paulo explicou que "sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam" (Hebreus 11:6). Com a fé estabelecida, Deuteronômio 4:29 mostra que com desejo sincero, podemos vir a conhecer Deus: "Mas de lá buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma". Você deve buscar a Deus para encontrá-Lo. Você deve desejar sinceramente entendê-Lo. Você deve aproximar-se de Deus com a confiança de que pode encontrá-Lo. Você deve aproximar-se de Deus disposto a fazer a Sua vontade e a obedecê-Lo.
E como se busca a Deus? Um bom começo é ler a palavra de Deus – as escrituras – com a mente aberta e o desejo sincero de entender. "Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça" (2 Timóteo 3:16). Leia os relatos sobre as palavras e atos de Jesus registradas nos livros de Mateus, Marcos, Lucas e João. Você começará a sentir o verdadeiro significado do que Deus espera de nós, podendo também ficar surpreso com a importância dada ao Reino de Deus (também chamado de "reino dos céus" em Mateus) nas escrituras. Seja cuidadoso com as "explicações" dadas pelos homens sobre a palavra de Deus; deixe as escrituras falarem por si mesmas. O que pode não está claro em um versículo, geralmente é dito ou explicado em outras palavras em outros. "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á" (Jesus, em Mateus 7:7).
Você também pode buscar a Deus com resolução de mudança, a fim de adequar-se às expectativas de Deus. Jesus nos aconselhou a nos arrependermos e a permanecermos arrependidos. Arrepender-se é deixar de fazer suas próprias escolhas acerca do que é certo ou errado e em vez disso fazer a vontade de Deus. Significa escolher fazer o que Deus espera em vez de decidir por si mesmo o que é certo ou errado. Significa entender que devemos fazer a vontade de Deus porque é a vontade de Deus e porque Deus é a autoridade final e absoluta. Não há como argumentar com Deus. Deus não aceita a atenuação da força dos mandamentos nem a racionalização da desobediência.
Você pode ter ouvido que Jesus veio para abolir a lei dos mandamentos ou "pregar os mandamentos à cruz". Não acredite nisso! Considere essas palavras de Jesus:
E eis que se aproximou dele um jovem, e lhe disse: Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? 17. Respondeu-lhe ele: Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é bom; mas se é que queres entrar na vida, guarda os mandamentos. 18. Perguntou-lhe ele: Quais? Respondeu Jesus: [citando alguns poucos exemplos], Não matarás; não adulterarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; 19. honra a teu pai e a tua mãe; e amarás o teu próximo como a ti mesmo. (Mateus 19:16-19)
Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. 18. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til [a menor parte], até que tudo seja cumprido. 19. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus. (Mateus 5:17-19)
Jesus manteve e cumpriu os mandamentos, mantendo-os em sua plena intenção espiritual e não apenas em palavras. Em Mateus (quinto capítulo) recomendou-nos fazer o mesmo. Por exemplo, advertiu-nos para não odiar porque o ódio é espiritualmente comparável ao assassinato, uma violação do sexto mandamento. E advertiu-nos a não cobiçar o sexo oposto, porque é espiritualmente comparável ao adultério, uma violação do sétimo mandamento. Criticou os líderes religiosos porque mantiveram os termos da lei, mas desafiaram o princípio da lei:
7. Hipócritas! bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: 8. Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. 9. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem. (Mateus 15:7-9)
Deus quer que o obedeçamos com sinceridade espiritual e não em submissão simbólica. Em João 4:23 e 24, Jesus disse "23. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. 24. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade".
Podemos louvar a Deus sem obedecê-Lo? É claro que não. Jesus perguntou "E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo"? (Lucas 6:46). Obediência em amor a Deus, "em espírito e em verdade" é o alicerce do louvor.
Aqui está uma seleção de outros versículos que reforçam a importância da obediência a Deus a fim de manter todos os dez mandamentos:
Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. (Jesus, em João 14:15)
Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são penosos; (o apóstolo João, em I João 5:3)
e qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista. (I João 3:22)
Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. (Jesus, em João 14:21)
Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada. (Jesus, em João 14:23)
Perceba que promessas foram feitas nos dois últimos versículos acima: Jesus "manifestar-se-á" ou abrir-se-á para aqueles que se arrependem e escolhem obedecer a Deus e fazer a Sua vontade. E Jesus e Deus amarão aqueles que se arrependerem, virão a eles e "farão neles morada". Podem Deus e Jesus de alguma forma vir a nós e viver conosco? Há outras escrituras que mostram que Deus pode viver conosco, ou em nós? Consideremos 2 Coríntios 6:16-18, onde o apóstolo Paulo conta a promessa de Deus de viver em nós:
... Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. 17. Pelo que, saí vós do meio deles e separai-vos, diz o Senhor; e não toqueis coisa imunda [arrepender-se; nem pensar em pecar], e eu vos receberei; 18. e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.
A promessa de Deus é de habitar em nós, andar entre nós, e, até mesmo, de nos adotar como Seus filhos e filhas. Mas antes precisamos acreditar em Suas promessas e buscá-Lo diligentemente. Devemos nos arrepender o quanto for necessário, e resolvermos ser crentes e obedientes a Ele. "Deus é Espírito" (João 4:24); Deus pode habitar em nossas mentes e vidas, sobrenaturalmente guiando e ajudando nossos pensamentos. Essa presença divina dentro de nós é chamada de Espírito Santo, também chamado de espírito da verdade, o Consolador em várias escrituras. Através de Seu espírito, Deus pode ajudar-nos a abrir nossas mentes para entender as escrituras enquanto as lê. Aqui está uma seleção de escrituras sobre o Espírito de Deus:
13. Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele em nós: por ele nos ter dado do seu Espírito. (o apóstolo João, em 1 João 4:13)
15. Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. 16. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre. 17. a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós. (Jesus aos discípulos, João 14:15-17)
25. Estas coisas vos tenho falado, estando ainda convosco. 26. Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito. (Jesus aos discípulos, João 14:25, 26)
24. Quem guarda os seus mandamentos, em Deus permanece e Deus nele. E nisto conhecemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos tem dado. (1 João 3:24)
32. E nós somos testemunhas destas coisas, e bem assim o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem. (Pedro, falando com o sumo sacerdote sobre Jesus, em Atos 5:32)
E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne (Atos 2:17)
12. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, mas sim o Espírito que provém de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus (O apóstolo Paulo aos Coríntios, I Coríntios 2:12)
Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? (I Coríntios 3:16)
8. e os que estão na carne [não buscar Deus] não podem agradar a Deus. 9. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. 10. Ora, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça. (Paulo aos Romanos, em Romanos 8:8-10)
13. porque se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. 14. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. 15. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai! 16. O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Romanos 8:13-16)
Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. 23. a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei. 24. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne [superar a natureza humana] com as suas paixões e concupiscências. (Paulo aos Gálatas, em Gálatas 5:22, 24)
Pelo poder do Espírito de Deus – por Deus e Jesus Cristo habitando em nós – somos guiados e fortalecidos para vencer nossa própria natureza humana. Se estivermos dispostos, Deus nos ajudará a substituir nossa natureza humana pelo caráter e a natureza da Deus. Este processo contínuo de mudança é chamado de conversão. Nele está a essência da verdadeira Cristandade: com a ajuda do espírito de Deus podemos vencer nossa natureza humana carnal e substituí-la com o caráter de Deus e de Jesus Cristo. Ao nos arrependermos, diligentemente procurando e obedecendo a Deus, nós Lhe mostramos nossa disposição; pelo Seu poder e Seu Espírito, Ele nos levará ao caráter divino que não podemos alcançar de outro modo. O apóstolo Paulo disse sobre a conversão: "Posso todas as coisas naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13).
A natureza humana carnal, com "as obras da carne", é sobrepujada pelo "fruto do Espírito", como Paulo descreveu em Gálatas 5:19-24:
19. Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia, 20. a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, 21. as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus. 22. Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. 23. a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei. 24. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.
Superar nossa natureza e adotar o caráter de Deus são de extrema importância. Hoje, muito tem sido ensinado de que apenas a fé, ou somente acreditando-se em Jesus, ou "dar seu coração ao Senhor" é tudo que é necessário para a salvação. Mas Jesus mostrou que a salvação, que é a vida eterna com Deus, é dada aos que vencem: Àqueles que recebem o espírito de Deus crescem em caráter e exibem as obras – o fruto – de uma fé viva. Quando Ele se dirigiu ao fiel em cada uma das sete eras da igreja, Jesus referiu-se à superação, não apenas à fé e à crença. Veja essas promessas, todas de Jesus:
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus. (Apocalipse 2:7)
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, de modo algum sofrerá o dado da segunda morte. (Apocalipse 2:11)
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. (Apocalipse 2:17)
Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, 27. e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai; 28. também lhe darei a estrela da manhã. 29. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Apocalipse 2:26-29)
O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. 6. Quem tem ouvidos, ouça o que o espírito diz às igrejas. (Apocalipse 3:5,6)
A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome. 13. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Apocalipse 3:12,13)
Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono. 22. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Apocalipse 3:21,22)
Perto do fim do Apocalipse, o último livro da Bíblia, Jesus prometeu:
Aquele que vencer herdará estas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. 8. Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte. (Apocalipse 21:7 e 8)
Como foi profetizado em Isaías 11:9, no futuro, no Reino de Deus, "Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte; porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar". Esperamos agora poder apreciar melhor o que "o conhecimento do Senhor" realmente significa. No Reino de Deus "todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior, diz o Senhor" (Jeremias 31:34). Quando o reino de Deus for estabelecido na Terra, todos conhecerão, amarão e obedecerão a Deus. Essa é a maneira como a vida deveria ter sido desde o começo.
Infelizmente, muitos aprenderam que Deus nada mais quer de nós além de que sejamos "boas pessoas". Na verdade, não é bem assim: Deus quer habitar em nós e ser parte atuante de nossas vidas; Ele quer que aprendamos e, ativamente, desenvolvamos Seu caráter. Ele quer nos adotar e cuidar de nós como Seus filhos. Ele quer que O conheçamos e amemos. Nós somos incompletos sem Deus; apenas com Deus, nosso Pai espiritual, podemos atingir a plenitude e a verdadeira satisfação.
Conhecer e amar a Deus, e sermos conhecidos e amados por Ele, é a mais elevada satisfação que podemos atingir: é a água da vida. "A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida" (Jesus, em Apocalipse 21:6). Todas as coisas que tão facilmente cobiçamos e idolatramos – o dinheiro, as posses e o poder - nada são além de miragens. Jesus resumiu, dizendo "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste" (João 17:3).