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sábado, 4 de julho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 18:42 0 comentários

Parábola de um Pai que ama

“Continuou: Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente” (Lucas 15:11-13).

A Parábola do Filho Pródigo é a que conclui e a mais comovedora das três parábolas que Jesus ensinou para defender o seu tratamento com os pecadores. Poderia ter sido chamada Parábola de Um Pai que Ama ao invés de Filho Pródigo porque abre o coração de Deus e expõe os pensamentos dos homens pecadores. Mais ainda, era o filho mais velho ao invés do mais novo que Jesus queria que os seus críticos vissem, pois como ele, eles estavam tão perdidos quanto os “pecadores” que desprezavam, mas na sua arrogante auto-justiça, eles não o sabiam. Eles eram, de fato, os verdadeiros pródigos. Nesta parábola, Jesus propõe assegurar aos pecadores escarnecidos a grandeza do amor perdoador de Deus e de repreender até causar o arrependimento da arrogante insensatez dos seus críticos.

Esta parábola é uma história comovente do amor de um pai por seus dois filhos perdidos, cujo propósito é nos fazer sentir a sua angústia e a sua alegria. Uma ovelha perdida e uma moeda perdida, uma vez encontradas, podem facilmente ser endireitadas, mas o que se pode fazer com um filho teimoso e rebelde? Você pode repor uma ovelha ou uma moeda perdida, mas como se repõe um filho perdido? “Perdido” e “encontrado” chegam a sua intensidade total nesta história final.

O mais jovem dos dois filhos, contencioso para com seu pai e determinado a levar uma vida própria, exige adiantado a sua parte da herança (um terço, Deuteronômio 21:17). O seu orgulho e a sua rebelião afastaram todos os pensamentos da bondade do seu pai ou da dor que a sua partida trará. Neste momento, ele está completamente cheio de si mesmo. Não é uma imagem bonita.

O pai, sabendo muito bem do erro do menino, dá a ele sua herança e olha a partida do jovem – confiante, ingrato e sem noção do que lhe espera. Podemos questionar por que o pai não impediu o seu filho. A razão é simples: ele não impediu porque não poderia, pois no seu coração o menino já havia partido, ele já estava na “terra distante”.

Sem dúvida, o pródigo fez a sua viagem relativamente intoxicado com sua liberdade recém encontrada. Ele devia ter intenções de mais cedo ou mais tarde fazer a sua marca na vida, mas sem ninguém a quem responder e sem ninguém pra ligar, ele rapidamente acabou com sua herança numa orgia da carnalidade, e a liberdade na qual ele havia se exaltado logo virou o tipo mais abjeto da escravidão. Uma fome repentina o reduziu a última degradação (para um judeu) – cuidar de porcos para um homem que o manteve num estado de quase morto de fome. A terra distante tirou-lhe tudo que tinha e nada lhe deu. A própria liberdade que o havia seduzido agora praticamente o destruiu. Ele é o mais baixo de todos os servos.

Este jovem é um modelo perfeito do percurso egoísta da humanidade. Nós também recebemos uma herança rica de Deus – corpos sadios, mentes boas, relacionamentos amorosos, um mundo lindo. Ele “nos proporciona ricamente para nosso aprazimento” (1 Timóteo 6:17) com apenas uma provisão, que devemos reconhecer, agradecidos, a sua bondade. E o que temos feito? Nós pegamos estes presentes como se fossem nossos por direito e os desperdiçamos em empreendimentos que são ou pecaminosos ou sem sentido. A “terra distante” não é um lugar mas sim uma atitude. É a arrogância impensada que diz que não precisamos do Deus que nos criou e que estamos cansados de ele se metendo em nossas vidas. Então, declaramos independência daquele que nos dá ”vida, respiração e tudo mais”, daquele que até nos deu a independência! É quase impossível imaginar ser mais burro do que isso. Foi exatamente desta maneira que Paulo descreveu a degradação do antigo mundo gentio, “porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato” (Romanos 1:21).

O “filho pródigo” é visto frequentemente como substituto por bêbados, viciados em drogas e atletas sexuais. Mas isso é um erro. Há muitos pródigos retos que desperdiçam os dons de Deus numa busca “respeitável” da riqueza ou do poder ou da sabedoria humana. As vidas são jogadas no lixo em escritórios luxuosos tanto quanto em favelas. Você pode encontrar a “terra distante” em muitos lugares.

O pecado é um desperdício. Leva tudo que é precioso e insubstituível e o destrói. E isso acontece porque tentamos pegar as nossas vidas para nós mesmos ao invés de entregá-los a quem, na sua bondade as entregou a nós inicialmente (Mateus 16:25).

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 07:09 0 comentários

Preparados para sua presença

A Parábola do Traje de Casamento (Mateus 22:1-14) é tão semelhante à Parábola da Grande Ceia que algumas pessoas julgaram-nas como sendo a mesma parábola relatada de maneira diferente. Elas se relacionam com o mesmo tema de uma maneira notavelmente semelhante, mas sua ênfase é diferente. Ambas as parábolas retratam o reino de Deus como uma festa alegre e falam do desprezo de Israel pela bondade de Deus e de sua posição favorecida. Ambas falam da graça de Deus para com os “indignos” e o tipo de povo que mais provavelmente receberá seu reino com alegria. Mas a Parábola do Traje de Casamento acrescenta violência desdenhosa e assassinato às insensatas descortesias ressaltadas na Grande Ceia e contém sinistras advertências de áspera retribuição. Isto não é surpreendente numa parábola contada nas últimas horas da última semana do Senhor, e pode bem se referir à brutal perseguição judaica que estava próxima de rebentar contra ele e seus seguidores. Era uma advertência severa num tempo crítico.

Na parábola do Traje de Casamento, a festa é elevada de apenas uma ocasião social de um homem rico para a festa de casamento do filho de um rei, um caso que ocorre uma vez na vida. E com esta mudança é muito mais ressaltado o tamanho da afronta oferecida pelos hóspedes convidados originalmente e as dimensões de suas conseqüências. O rei não pode tolerar este insolente desprezo por sua majestade, e ainda mais porque seus servos não foram enviados para coletar alguns impostos onerosos, mas para emitir um gracioso convite. Na primeira parábola os convidados apenas perdem a festa; na segunda eles são privados de suas vidas (Mateus 22:7). Como diz aos Hebreus, “... como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hebreus 2:3; cf. 10:28-29).

Contudo, o que sobressai e dá uma identidade especial a esta parábola não é o comportamento daqueles que não comparecem, mas daquele que compareceu: o homem sem traje de casamento. A natureza deste caso tem sido muito debatida por estudantes das parábolas. Tem parecido incongruente para alguns que o rei fosse tão sensível a respeito da roupa de um grupo de pessoas mais humildes, recolhidas nas ruas (Mateus 22:10)! Ela, de algum modo choca, em suas mentes, com o generoso convite estendido a pessoas de todas as classes. Onde essas pessoas, convocadas apressadamente, teriam achado tais vestimentas?

Tudo isto tem feito muitos comentadores concluirem que as vestimentas foram fornecidas pelo anfitrião, deixando até mesmo os mais pobres ou convidados às pressas sem desculpa. Qualquer que seja a circunstância, o homem em questão não achou justificação para si e foi sumariamente lançado fora por essa mesma razão (Mateus 22:12-13). Este caso torna claro que o tratamento sem cerimônia do reino de Deus, quer por aqueles que nunca o recebem, quer por aqueles que o recebem, trará imediata retribuição. Desprezo é desprezo. Indiferença é indiferença. Podem aqueles que foram uma vez salvos ser perdidos? Esta parábola responde com clara afirmação. Que ninguém abuse da graça de Deus (Romanos 6:1).

Não é preciso dizer que, mesmo em nossa era democrática, não se entra na presença da realeza negligentemente. Precisa-se ser treinado nas conveniências da roupa e da conduta. Isto é muitas vezes mais verdadeiro para aqueles que se propõem ficar na presença do Deus vivo. Precisa-se vestir o espírito submisso do temor reverente para se propor comer pão no reino celestial. Podemos, na verdade, não ser capazes de apresentar-lhe a vida sem pecado que ele verdadeiramente merece, mas o mais pobre de nós é absolutamente capaz de levar uma devoção de mente sincera e obediente. É verdade que em sua misericórdia Deus vestiu seu povo com uma justiça que não é deles mesmos, mas há uma atitude de coração que só nós podemos atingir. Na sua linguagem, o apóstolo Paulo diz: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão e de longanimidade” (Colossenses 3:12). Tal espírito cresce da percepção de que estamos sempre na presença do grande Rei e precisamos estar vestidos para a ocasião.

O pensamento da ira divina é amedrontador. Na pregação, ele é, às vezes, totalmente negligenciado. Mas ambas as parábolas da “festa” ressaltam-no. Na primeira, o anfitrião enraivece-se pela desdenhosa rejeição da sua bondade e declara definitivamente que “nenhum daqueles homens que foram convidados provará da minha ceia” (Lucas 14:21, 24). Na segunda, a ira do rei sobe. Furioso com aqueles que desdenharam sua festa e brutalizaram seus mensageiros, ele envia seus exércitos para destruir tanto eles como sua cidade (Mateus 22:7) – será uma referência à destruição de Jerusalém?). E se a punição do homem sem vestimenta de casamento parece branda, em comparação (Mateus 22:13), é preciso ser lembrado que Jesus freqüentemente usou estas mesmas palavras para descrever o julgamento dos ímpios (Mateus 8:12; 25:30). Eles são sinistros, com angústia eterna.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 15:25 0 comentários

Jesus tinha uma palavra para isso

Jesus certamente viveu mais cônscio do mundo no qual ele andava do que qualquer outro homem antes dele. E de tudo que o rodeava ele tirou ricas metáforas, que fizeram dele um tão irresistível ilustrador e mestre. O Senhor começou cedo, nos seus discursos públicos, a falar com conhecimento de pescadores, agricultores, pastores e comerciantes. Ele tirou expressivas comparações do mundo dos reis e dos príncipes, dos servos e dos pobres, sacerdotes e publicanos, juízes e ladrões. Ele encontrou lições na relva e nas flores, no vento e na rocha. Ele falou muito de vinhas e trigais, de joio, de espinhos e de cardos. Ele conhecia bem o lugar da raposa e o caminho dos lobos e das ovelhas. E falou especialmente do lar, de sal e de lâmpadas, de cozinha e de limpeza, de festas e de casamentos, de pais e de filhos. E suas palavras eram maravilhosas, pelo modo como tornavam a vontade do céu tão real e clara. Muito do que Jesus disse tão expressivamente não estava nas parábolas clássicas, mas em dizeres e ilustrações que eram semelhantes a elas. A. B. Bruce chama-as "germes de parábolas" e G. Campbell Morgan intitula-as "ilustrações parabólicas". Muitas são simples metáforas passageiras que acrescentam clareza a um pensamento, um ensinamento. A primeira aparece no chamado do Senhor a quatro galileus para se tornarem "pescadores de homens" (Mateus 4:19). O Sermão do Monte está literalmente cheio destas ricas analogias, comparações que fazem o pensamento virtualmente saltar da página. É a estas "parábolas" embrionárias de Jesus que queremos dar nossa atenção.Os amigos do noivo (Mateus 9:15)Subitamente, no meio da crescente popularidade do segundo ano de pregação do Senhor, de sucesso do grande ministério galileu, os sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas) interrompem sua história para nos dizerem que nem tudo vai bem. Em Mateus 9, Marcos 2 e Lucas 5, cada um começa pela primeira vez a falar da crescente oposição a Jesus nos meios judaicos influentes. Ele não se ajustava confortavelmente ao mundo tradicional deles. Seu ambiente e comportamento completamente não ortodoxos deixavam os líderes judeus muito desconfortáveis, mas sua proposta para .perdoar os pecados de um paralítico em Cafarnaum deixou a equipe de observadores enviados de Jerusalém quase apoplécticos! Aquilo era blasfêmia! (Mateus 9:1-8; Marcos 2:1-12: Lucas 5:17-26). Eles não podiam dizer mais nada, mas Jesus tinha curado completamente o homem diante dos próprios olhos deles! As coisas não melhoram mais tarde, quando ele selecionou Mateus, o publicano, como um dos seus associados e então passou a tarde festejando alegremente com outros tipos também de má reputação (Mateus 9:27-32). Foi ali, talvez perto da porta da casa de Mateus, que os fariseus, numa e estranha ligação com discípulos de João, perguntaram-lhe porque eles e os discípulos de João jejuavam enquanto seus próprios seguidores estavam festejando e regozijando (Mateus 9:14; Marcos 2:18; Lucas 5:33). Jesus respondeu que não era certo que os amigos do noivo lamentassem na festa do casamento enquanto o noivo estava com eles. Haveria tempo bastante para jejuar e ficar triste, ele disse, quando seu amigo fosse tirado deles. Os fariseus e os discípulos de João tinham tentado julgar Jesus pelos seus próprios padrões. Quem deu a ele o direito de quebrar as conveniências? Que tipo de homem santo era este, que passava seus dias festejando? Precisa-se entender os discípulos do Batista. Com João definhando na prisão de Herodes, eles sem dúvida achavam jejuar mais apropriado do que festejar e talvez tivessem sido levados a admirarem-se da aparente despreocupação de Jesus. Os fariseus, por outro lado, eram apenas ritualistas despreocupados que tinham um hábito de procurar crédito com Deus duas vezes por semana (Lucas 18:9-12; a tradição dizia que Moisés subiu ao Sinai na segunda-feira e desceu na quinta-feira). Isso nada tinha a ver com seus corações ou as realidades espirituais de suas vidas. Seus jejuns, como aqueles dos antigos israelitas (Isaías 58:1-9), não tinham nenhuma ansiedade para com Deus.Jejuar fazia algum sentido para os discípulos de João. A mensagem do seu mestre tinha sido um chamado ao arrependimento. Havia conforto nela, mas um conforto moderado. O reino do céu estava próximo, mas quem estava preparado para encontrá-lo? Era uma mensagem necessária, mas não era tudo o que o céu tinha a dizer. E era inteiramente adequado que os fariseus jejuassem, pois o caminho do Senhor era para eles uma pesada carga a suportar. Eles certamente nada sabiam do que Jesus descrevia como "uma fonte a jorrar para a vida eterna" (João 4:14). Mas estarem tristes não era direito para os amigos do Noivo. Jesus havia vindo para trazer plenitude de alegria (João 15:11). E era a alegria do maior casamento de todos, o casamento da terra e do céu! Chegaria o dia quando haveria necessidade de dizer aos seus discípulos que jejuassem; a tempestade que tiraria o Noivo deles já estava se formando. Mas até mesmo isso não seria capaz de afastar a profunda paz, a alegria exultante que ele lhes tinha dado (João 14:27-28; 15:11; 16:21-22). A festa de casamento recomeçaria finalmente numa explosão de triunfo, começando com um túmulo vazio e terminando com um esplendor de glória eterna (Apocalipse 19:6-9; 21:1-4). Cristãos, regozijem!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 09:35 0 comentários

Por que parábolas?

Quando Jesus, chegando ao fim do Seu segundo ano de pregação pública, derramou à beira do Mar da Galiléia aquela maravilhosa série de parábolas ilustrando a natureza do reino do céu, seus discípulos ficaram tão confusos com elas que lhe perguntaram em particular, "Por que lhes falas por parábolas?" (Mateus 13:10; Marcos 4:10).As parábolas tinham certamente um lugar especial na última fase do ensinamento de Jesus, mas não eram unicamente dele. Elas aparecem freqüentemente no Velho Testamento (veja 2 Samuel 12:1-4), especialmente nos profetas (Isaías 5:1-2; Ezequiel 17:1-10), e foram um método familiar de ensinamento entre os rabis do próprio tempo de Jesus. O que, então, deve ter surpreendido os discípulos não foi seu desconhecimento de parábolas, mas a súbita mudança para uma abordagem de Seu Mestre até ali desconhecida. Jesus atribui a mudança no ensinamento a uma mudança na atitude de Seus ouvintes.Mateus diz que Jesus falava por parábolas em cumprimento da profecia: "Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos" (Mateus 13:34-35; Salmo 78:2). O propósito das parábolas era revelar as verdades ocultas do reino de Deus, porém não a todos. Ao coração honesto, estas histórias ilustrativas trariam mais luz mas, aos orgulhosos e rebeldes, elas criariam mais confusão (Mateus 13:11-17). Esse é o significado da declaração de Jesus que "Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido" (Mateus 13:11). Isto não tem referência a alguns tipos de predestinação calvinista arbitrária, mas a um princípio que enche as páginas do Velho Testamento. Isaías fala fortemente disso. "Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos" (Isaías 57:15). "... mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra" (Isaías 66:2). E quanto ao orgulhoso, Isaías diz que na vinda do reino messiânico "Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a sua altivez será humilhada..." (Isaías 2:11).A passagem que Jesus cita para explicar sua súbita reversão a parábolas (Isaías 6:9-10) fala da degradação espiritual dos israelitas, do orgulho e da teimosia de coração que tornaram impossível para eles continuar a ouvir e entender as palavras de Deus. Jesus diz simplesmente que era uma profecia que tinha sido liberalmente cumprida em seus próprios ouvintes. Toda a sabedoria que eles ouviram de sua boca e todas as maravilhas que viram de sua mão nada tinha significado porque "o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos, e fecharam os olhos;" (Mateus 13:15).As parábolas eram um abanador nas mãos do Filho de Deus, que limparia sua eira da palha enquanto purificava o trigo. Elas eram uma penetrante espada de dois gumes para determinar se o coração de Seus ouvintes era orgulhoso ou humilde, teimoso ou contrito (Hebreus 4:12). Esse é o significado de seu "Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado" (Mateus 13:12). Aqueles que possuíam humildade mental estavam destinados a ter um entendimento rico e verdadeiro do reino do céu, mas aqueles que não tinham nada, ou pouco desse espírito, estavam destinados a perder até o pouco entendimento que tinham.O evangelho do reino está assim moldado para atrair e informar os humildes, enquanto afasta e confunde os orgulhosos. Ouvir a palavra de Deus é uma experiência dinâmica. Seremos ou melhores ou piores por ela. O mesmo sol que derrete a cera endurece a argila. Mas isso é a escolha que o estudante, não o mestre, faz. As parábolas não tornarão orgulhoso um coração humilde, mas podem tornar humilde um coração orgulhoso, se estivermos dispostos a permiti-lo. Isso, certamente, é o desejo maior do Salvador dos homens.O significado das parábolas nem sempre foi patentemente evidente, mesmo para o coração humilde, mas a mesma história que afastou o altivo rindo presunçosamente, trouxe de volta o humilde fazendo perguntas. Os discípulos de Jesus não entenderam porque Ele começou subitamente a ensinar exclusivamente por parábolas (Mateus 13:10, 34-35), ou o que Suas histórias incomuns significavam, mas tinham aquela simplicidade de coração que os trouxe de volta pedindo mais informação (Mateus 13:36; Marcos 4:10; Lucas 8:9). Também temos essa escolha. Quando somos confrontados com alguma declaração desafiadora da Escritura, podemos tanto sair em desespero e confusão, ou ficar ali pacientemente para aprender mais. Nossa resposta revelará se nos é dado saber os mistérios do reino de Deus e que tipo de coração temos.

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 09:33 0 comentários

As parábolas de Jesus: vislumbres do paraíso

Jesus não foi soldado, nem estadista, nem comerciante. Ele era mestre, único e incomparável, mas mestre (Mateus 4:23). Aqueles que o ouviram ficaram "maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas" Mateus 7:28-29). Mesmo seus inimigos relatavam que jamais tinham ouvido um homem falar como Ele (João 7:46). E por que não? Ele era a mensagem do céu encarnada -- o Verbo se fez carne (João 1:14). Em Jesus os homens viam, com também ouviam, a verdade. Palavra, pensamentos e atos eram maravilhosamente unidos nele. E em sua voz estavam os confiantes ecos da eternidade. Ele tanto sabia, como era, a própria Verdade (João 14:6).Como mestre, a missão do Filho de Deus era revelar o coração de seu Pai aos homens, para que conhecessem e entendessem sua graciosa vontade para as vidas deles. Tal entendimento não poderia ser criado por divino "faça-se". As maravilhas que Jesus fazia eram notáveis, mas serviam apenas para confirmar sua mensagem (João 3:1-2) que, como a verdadeira fonte da energia salvadora de Deus (Romanos 1:16), tinha, finalmente que ser aceita e entendida como eficaz (João 6:44-45). Por toda sua magnífica demonstração de poder divino, os milagres não poderiam forçar esse entendimento. Tinha que ser atingido por instrução paciente e muitas vezes laboriosa que, mesmo depois de longas horas, dias e meses era submetida a completa rejeição.Mas por amor perseverante de seu coração Jesus buscava fazer com que todos os homens entendessem, e escolhia abordagens que eram notáveis por sua simplicidade. Ele pegava os homens onde eles estavam e buscava levá-los a onde era necessário que estivessem. Ele se valia do conhecimento deles deste mundo para ensinar-lhes sobre o porvir. Nada há no estilo de Jesus como professor que seja maior expressão disto do que suas parábolas, e aqueles que quiserem entender Jesus precisam chegar finalmente a entender aquelas poderosas histórias ilustrativas que se tornaram o veículo característico de tantas de suas lições. As parábolas de Jesus passaram para a História e se tornaram parte intrínseca de nossa cultura. Ele poderia ter sido imortalizado nos relatos da literatura apenas por causa delas. Se não fosse por toda sua celebridade, elas seriam tão pouco entendidas por esta geração como por aquela à qual foram dirigidas primeiro."Parábola", a forma aportuguesada da palavra grega, parabole, vem de um verbo grego que significa "atirar para o lado". Uma parábola é uma história que coloca uma coisa ao lado de outra com o propósito de ensinar. É uma comparação, colocando o conhecido ao lado do desconhecido. Memoravelmente expressada, ela é "uma história terrestre com um significado celestial".A palavra grega para parábola ocorre cerca de cinqüenta vezes no Novo Testamento, somente duas vezes fora dos evangelhos (Hebreus 9:9 e 11:19, onde é traduzida como "figuradamente"). Em Lucas 4:23 ela é traduzida "provérbio" (RA2,NVI). É conhecida característicamente como uma narrativa "um pouco longa ... tirada da natureza ou das circunstâncias humanas, o objeto da qual é dar uma lição espiritual" mas também é "usada como um breve ditado ou provérbio" (W. E. Vine, Expository Dictionary of NT Words, p. 158).Por causa da incerteza do que exatamente constitui uma parábola, as listas das parábolas de Jesus que têm sido compiladas variam em extensão de acordo com o julgamento do compilador. As listas mais longas incluem tais ilustrações como "o bom pastor" (João 10) e "os dois construtores" (Mateus 7:24-27). As listas mais curtas excluem-nas.Se não podemos determinar com exata certeza se algumas ilustrações de Jesus merecem ser chamadas parábolas, há algumas coisas sobre parábolas que estão fora de dúvida.Parábolas não são fábulas ou mitos. Não há elementos irreais ou situações impossíveis nelas. De fato, sua força está em serem absolutamente concebíveis e na plausibilidade das circunstâncias que elas descrevem. Elas falam de situações familiares, da vida real.As parábolas são mais do que provérbios, ainda que às vezes semelhantes em propósito. Nos evangelhos, os provérbios são referidos às vezes como "parábolas": "Médico, cura-te a ti mesmo" (Lucas 4:23); "Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco" (Mateus 15:14-15); "Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha;" "E ninguém põe vinho novo em odres velhos..." (Lucas 5:36-37). Mas um provérbio é caracteristicamente um ditado curto e direto, cujo significado é evidente. Uma parábola tende a ser mais longa, mais envolvida, e o significado não tão facilmente visto.Jesus, até onde sabemos, não começou a ensinar por parábolas antes do fim do segundo ano de seu ministério público (há uma única exceção, Lucas 7:41-42). Foi na presença de uma imensa multidão próximo do Mar da Galiléia, e suas comparações ilustrativas vieram com um ímpeto que surpreendeu seus discípulos (Mateus 13). Em histórias maravilhosamente concretas e simples, Jesus revelou aos seus seguidores os mistérios do reino do céu. Era apenas o começo. Este é um convite para estudar aquelas narrativas maravilhosas que nos convidam a olhar para o próprio coração de Deus.

sábado, 6 de junho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 10:25 0 comentários

As Parábolas de Jesus Cristo,

Representação do apóstolo André, segundo a tradição Ortodoxa











1) O Semeador
Lucas 8:4-8 Mateus 13:3-7 Marcos 4:3-9

Ele lhes disse muitas coisas em parábolas. "Eis que o semeador saiu para semear.
4 Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho e os pássaros do céu vieram e comeram tudo.
5 Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra; logo brotaram, porque a terra era pouco profunda;
6 mas, quando o sol se levantou, ficaram queimadas e, por lhes faltarem raízes, secaram.
7 Outras caíram entre os espinhosos espinhos cresceram e as sufocaram.
8 Outras caíram na terra boa e deram fruto , uma cem, outra sessenta, outra trinta por um.
9 Quem tiver ouvidos, ouça !"

O Comentário de Jesus
( Mateus 13:18-23)
18 "Vós, portanto, ouvi a parábola do semeador.
19 Aquele que ouve a palavra do Reino e não compreende, porque o Maligno vem e se apodera do que foi semeado no seu coração, é o que recebeu a semente à beira do caminho.
20 Aquele que recebeu a semente em lugar pedregoso é o que, ouvindo a Palavra, logo a acolhe com alegria;
21 mas não tem raízes em si, é homem de momento: mal chega a tribulação ou a perseguição por causa da Palavra, ele cai.
22 Aquele que recebeu a semente entre os espinhos é o que ouve a Palavra, mas o cuidado do mundo e a sedução das riquezas sufocam a Palavra, e ele fica sem fruto.
23 O que recebeu a semente na terra boa é o que ouve a Palavra e compreende: então, ele dá fruto e produz, um cem, outro sessenta, outro trinta por um

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 10:21 0 comentários

Porque Jesus utilizava de parábolas para ensinar as pessoas?


A)
Uma parte importante dos ensinamentos de Jesus, foi constituída por parábolas. Embora não fosse novidade o uso desta técnica, a análise leva a crer que ele a usou com mais propriedade e em maior quantidade, comparativamente aos outros livros da bíblia.
Este modo de expor tem sido entendido como uma técnica pedagógica, cujo objetivo é apresentar um raciocínio e uma conclusão, por detrás de uma breve narração, facilitando sua memorização e permitindo que o ensinamento de fundo, possa surgir gradativamente na mente dos ouvintes, até a sua plena compreensão.
Pode ser considerada também, como uma forma de deixar escondido um ensinamento para aqueles que ainda não apresentam condições de entendimento e, concomitantemente, evitar um certo desgaste a Jesus, gerado no hábito, comum daquela época e povo, de se discutir a obediência das leis mosaicas. A correta interpretação das parábolas possibilita o fenômeno da sua aplicação universal em todos os tempos, adaptada às situações análogas.
Pesquisas no âmbito da comunicação constataram que o maior obstáculo à compreensão de uma mensagem é a tendência dos homens em pré julgar. Nesse sentido, a parábola possui a grande vantagem de não predispor os ouvintes a censura prévia, facilitando sua assimilação.
A definição de parábola é "narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior ou moral". De suas características, surge uma força que leva o ouvinte a refletir sua conclusão. Um bom exemplo de parábola do antigo testamento está em II Samuel 12:1-14, conhecida como "o profeta Natan repreende a Davi".
De maneira geral, a parábola difere da alegoria por ser mais extensa e exigir maior coerência e plausibilidade entre seus elementos. Alegoria é a exposição de um pensamento sob forma figurada (metáfora) ou uma seqüência de metáforas que significam uma coisa nas palavras, outra no sentido. Alguns autores adotam também o termo símile que quer dizer comparação de coisas semelhantes. "Vós sois a luz do mundo" é uma metáfora; "como um cordeiro mudo diante daquele que o tosquia" é um símile. "Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, ficará só, mas se morrer, produzirá muito fruto" [João 12:24] é uma alegoria.
Em comparação com as parábolas judaicas, as de Cristo possuem a diferença fundamental de forçarem o ouvinte a tomar uma posição sobre o assunto. Sua estrutura impele as pessoas a refletirem sobre sua conclusão. Existe um aspecto positivo que parece sobressair em relação aos demais. É seu poder de invadir o tempo e as gerações, despertando o mesmo interesse (senão maior), permitindo sempre que os homens possam ampliar, a cada instante, o sentido dos ensinamentos que transmite.
(Página 12 da apostila "Dicas para estudar o Evangelho" da Sociedade Espírita Mãos Unidas. Para ter acesso a apostila completa clique aqui e escolha o arquivo Estu-evg.zip.)

B) Jesus fala sobre as suas Parábolas: ( Mateus 13:1-23)

1 Naquele dia, Jesus saiu de casa, e foi sentar-se às margens do mar da Galiléia. 2 Numerosas multidões se reuniram em volta dele. Por isso, Jesus entrou em uma barca e sentou-se enquanto a multidão ficava de pé na praia. 3 E Jesus falou para eles muita coisa em parábolas. "Eis que o semeador saiu para semear. 4 Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho e os pássaros do céu vieram e comeram tudo. 5 Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra; logo brotaram, porque a terra era pouco profunda; 6 mas, quando o sol se levantou, ficaram queimadas e, por lhes faltarem raízes, secaram. 7 Outras caíram entre os espinhosos espinhos cresceram e as sufocaram. 8 Outras caíram na terra boa e deram fruto , uma cem, outra sessenta, outra trinta por um. 9 Quem tiver ouvidos, ouça !"
10 Os discípulos aproximaram-se e lhe disseram: "Por que lhes falas em parábolas?" 11 Ele respondeu: "Porque a vós é dado conhecer os mistérios do Reino dos céus, ao passo que a eles não é dado. 12 Pois àquele que tem, será dado, e estará na superabundância; mas àquele que não tem, mesmo o que tem ser-lhe-á tirado. 13 Eis por que lhes falo em parábolas: porque eles olham sem ver e ouvem sem ouvir, nem compreender 14 e para eles se cumpre a profecia de Isaías que diz:
Por muito que ouçais, não compreendereis;por muito que olheis, não vereis.
15 ;Pois o coração deste povo se tornou insensível,tornaram-se duros de ouvido,taparam os seus olhos,para não ver com seus olhos,não ouvir com seus ouvidos,nem compreender com seu coração,e para não se converter.E eu os teria curado!
16 "Quanto a vós, felizes os vossos olhos porque vêem, e vossos ouvidos porque ouvem. 17 Em verdade , eu vos digo: muitos profetas e muitos justos desejaram ver o que vedes e não viram, ouvir o que ouvis e não ouviram.
18 "Vós, portanto, ouvis a parábola do semeador. 19 Aquele que ouve a palavra do Reino e não compreende, porque o Maligno vem e se apodera do que foi semeado no seu coração, é o que recebeu a semente à beira do caminho. 20 Aquele que recebeu a semente em lugar pedregoso é o que, ouvindo a Palavra, logo a acolhe com alegria; 21 mas não tem raízes em si, é homem de momento: mal chega a tribulação ou a perseguição por causa da Palavra, ele cai. 22 Aquele que recebeu a semente entre os espinhos é o que ouve a Palavra, mas o cuidado do mundo e a sedução das riquezas sufocam a Palavra, e ele fica sem fruto. 23 O que recebeu a semente na terra boa é o que ouve a Palavra e compreende: então, ele dá fruto e produz, um cem, outro sessenta, outro trinta por um.

C) Parábolas segundo o livro "Os Ensinamentos de Jesus e a Tradição Esotérica Cristã" (pag. 31): "Os grande seres que legaram à humanidade ensinamentos, que mais tarde se transformaram em religiões, sempre levaram em consideração as necessidades específicas das almas em diferentes estágios evolutivos. Para as massas eram ministradas instruções simples, voltadas para as necessidades prementes de orientação moral, de consolação e de esperança para os aflitos. Assim, as parábolas e outros ditados de Jesus contém, numa primeira leitura, uma "moral da história", um ensinamento prático, geralmente apresentado com imagens da vida diária de seus ouvintes. Porém, para as pessoas mais instruídas e já despertas espiritualmente, as mesmas parábolas, devidamente interpretadas, ofereciam outra camada de ensinamentos mais profundos que haviam sido velados pela alegoria. Finalmente, para seus discípulos mais chegados, foram ministrados ensinamentos secretos conservados pela tradição oral e só mais tarde confiados a linguagem escrita, ainda que de forma altamente simbólica".

D) Reflexões sobre as parábolas:
As parábolas são formas de expressar verdades. Em cada uma podemos encontrar uma ou várias verdades e podemos ver várias facetas de cada verdade. E por terem estas características as parábolas também servem para encobrir a verdade, produzir ilusões, sustentar fantasias e induzir ao erro.
Por serem tão versáteis, as parábolas são utilizadas por todas as culturas como forma de transmissão de conhecimentos. Elas são particularmente úteis quando queremos expressar verdades espirituais. Estas são, muitas vezes, difíceis de serem transmitidas em profundidade para pessoas que ainda não se desenvolveram nesta área. As parábolas, nestes casos, cumprem um papel importante, pois elas permitem que cada um as entendam dentro dos seus limites. Marcos nos informa que Jesus possuía esta preocupação de se comunicar com as pessoas "segundo o que podiam compreender" (Mc 4:33).
Ao refletir sobre as parábolas de Jesus que vem a seguir, lembre-se de que cada parábola possibilita dezenas de reflexões. Não se sinta inibido. Coloque sua reflexão no papel, avalie se possui lógica, bom senso e se é compatível com a mensagem do Mestre Jesus. E lembre-se de nos enviar as suas avaliações.