terça-feira, 30 de junho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 06:15 0 comentários

Para desenvolver um bom relacionamento



Identifique qual é o seu perfil dominante para viver bem

O ser humano tem como característica básica a necessidade de companhia, de reconhecimento e de afeto em todas as esferas da vida. Nossa forma de ser, de pensar e de agir influencia diretamente os nossos relacionamentos. No curso de nossas experiências diárias, interagimos com uma grande variedade de pessoas com diferentes estilos de personalidade, as quais exercem impacto sobre a forma como agimos e tomamos decisões.


Segundo Dom Hélder: “Passamos a maior parte de nosso tempo procurando consertar situações conflituosas criadas por inabilidade de relacionamento”. Desenvolver um bom nível de relacionamento com todas as pessoas é responsabilidade de cada um de nós.


Mas como fazer isso? O que é necessário para desenvolvermos um bom nível de relacionamento interpessoal? É difícil nos comunicarmos bem com pessoas que não compreendemos. Frequentemente, interpretamos, de forma incorreta, ações ou palavras de alguém, e, muitas vezes, nos sentimos frustrados ao nos relacionar com aquelas, cujas personalidades são opostas à nossa. Uma vez que compreendemos o estilo de personalidade do outro, encontramos a chave para uma comunicação melhor. Quando compreendemos por que alguém fez ou disse algo, é menos provável que reajamos negativamente. Ter consciência das motivações subjacentes do outro pode permitir que resolvamos os conflitos antes mesmo que estes aconteçam.


Os estilos de personalidade são a linguagem do comportamento observável. Quando paramos para observar, durante alguns momentos ou algumas horas, como as pessoas se comportam em determinadas situações, podemos verificá-los [estilos de personalidade] em ação.


Existem várias definições de perfis comportamentais, de diversos estudiosos. Queremos apresentar aqui uma dessas linhas, com a finalidade de nos ajudar a compreender melhor o outro, de forma a desenvolvermos um bom relacionamento interpessoal. O que trazemos aqui compreende quatro dimensões: Dominância, Influência, Segurança e Controle. Destas quatro, cada indivíduo possui uma dominante, revelando as principais características do seu comportamento.


Uma pessoa com alto índice da dimensão “Dominância” é em geral: sempre atrasada, com pressa; impaciente e impulsiva. Tenta dominar ou tomar conta e é direto. Possui um aperto de mão forte e assertivo. Não se afasta de conflitos, podendo até mesmo gostar deles. Possui determinação para atingir resultados mesmo em situações antagônicas. Desafia a si mesma e aos outros. A chave para ela é o desafio. Com ela é preciso ser direto, franco e objetivo. É preciso deixá-la descobrir as coisas por si mesma. Com ela deve-se discutir fatos e não sentimentos.


Uma pessoa com alto índice da dimensão “Influência” é em geral: Entusiasmada e amigável; positiva e verbal. Gosta de contar histórias e anedotas. É frequentemente desatenta aos detalhes, por isso, pode parecer superficial e impulsiva. Possui um aperto de mão muito amigável. Sorri com os olhos, apresenta muito movimento corporal. Possui estilo aberto e relaxado. Possui capacidade de influenciar os demais a agirem positiva e favoravelmente, é uma pessoa que gera entusiasmo. Irradia otimismo. Com ela é necessário ser antes de qualquer coisa bom amigo e democrático. Com alguém assim é preciso falar sobre ideias e opiniões, criar relacionamentos, reconhecer suas ideias.


Uma pessoa com alto índice da dimensão “Segurança” é em geral: Metódica e organizada. Preocupada com a segurança. Tende a apresentar um ritmo lento e reações mais demoradas. Normalmente é uma boa ouvinte. Possui um aperto de mão amigável, firme, porém, não ostensivo. É geralmente muito cortês. Apresenta contato visual sincero, caloroso e amigável. É persistente. É preciso ter tempo para conhecê-la como pessoa; é preciso usar um ritmo pausado; fazer perguntas, ouvi-la e mostrar-se interessado nela.


Uma pessoa com alto índice da dimensão “Controle” é em geral: Preparada para sua visita, sem pressa, organizada e pontual. É sistemática e disciplinada em termos de tempo. Tende a não compartilhar seus sentimentos, muito polida e diplomática. Tende a evitar o contato visual, por isso, pode parecer “fria” e pouco expressiva. Tem um questionamento preciso, lógico e detalhado. Concentra-se sempre nos detalhes. Com ela é preciso ser sistemático e organizado.


Se você deseja compreender mais detalhadamente como funcionam esses perfis, você pode ler o livro: “Líder do Futuro – A transformação em Líder Coach”, de Arthur Diniz.


O importante é que você, em primeiro lugar, identifique o seu perfil dominante, para depois disso, observar qual o perfil das pessoas com as quais você se relaciona. Esperamos ajudá-lo a compreender melhor o comportamento do outro facilitando o seu relacionamento interpessoal com todos.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 14:45 0 comentários

Trabalhar as emoções feridas


Não adianta querer se matiriza guardando tudo no coração
A dificuldade de relacionamento e a possibilidade da mágoa não estão ligadas ao fato de sermos mais ou menos santos. Santidade é fruto de superação. Aliás, muitos santos só chegaram ao estágio de santidade exatamente porque conseguiram superar seus problemas de convivência. Ao lermos a vida dos grandes santos vemos como souberam amar, perdoar, relegar, passar por cima, voltar atrás... Foram mestres em relacionamento não porque não tiveram problemas, mas porque aprenderam a superá-los e a resolvê-los de modo correto.
Problemas existem, dificuldades de relacionamento são relativamente normais. Não podemos, sob nenhuma hipótese, permitir que essas dificuldades se transformem em ressentimentos.
Existem situações que fogem ao nosso controle e acabam por gerar desentendimentos. Mas isso jamais pode ser obstáculo para que vivamos como irmãos e nos amemos cada vez mais. O segredo é não deixar o sentimento negativo se transformar em ressentimento. A verdade precisa aparecer sempre.
É preciso aprender a expressar nossos sentimentos positivos e também os negativos. Não adianta querer se martirizar guardando tudo no coração. Mas é preciso aprender a fabulosa arte de se expressar, especialmente quando somos provocados por sentimentos estragados. Se já é difícil expressar os sentimentos bons, quanto mais expressar corretamente os sentimentos estragados. É preciso saber como falar e, acima de tudo, falar com o objetivo de fazer crescer, de desejar a cura do outro e não a sua destruição.
Ninguém está imune ao ressentimento. Ninguém consegue superá-lo só com alguns bons conselhos. O ser humano vive e se abastece pelo diálogo. Esse é o modo natural de comunicação. Mas parece que nos esquecemos de algo tão óbvio e evidente, e, diante dos problemas de relacionamento, nos fechamos num silêncio sepulcral. Sem a coragem de dialogar não existe a menor possibilidade de evitar que os problemas mais comuns do dia a dia acabem por se transformar em ressentimento.
Assim como a oração precisa ser sincera, o diálogo também deve obedecer a essa lei fundamental. Sinceridade significa estar desarmado. Não há como um diálogo ser canal de cura se eu for ao encontro do outro com o oração armado e pronto para criticá-lo, brigar com ele, ofendê-lo e culpá-lo. Isso não é diálogo, é provocação.
No diálogo fraterno e honesto não pode existir a intenção de ofender o outro ou de devolver a ofensa recebida. Se existe essa intenção, é melhor deixar para outra hora. Tudo o que falamos na hora da exaltação e da raiva só ajuda a aumentar o problema e a aprofundar a ferida.
O diálogo só é curador quando ocorre num clima de amizade fraterna, com o objetivo de solucionar o problema; é curador se ajuda quem fala e quem escuta. Ou ajuda a curar os dois envolvidos no processo ou não é cura do ressentimento. Por isso, o diálogo curador exige a coragem de ouvir. É preciso se colocar no lugar do outro, tentando enxergar o problema a partir do ponto de vista dele, tentando enxergar o problema a partir do ponto de vista dele, saber como ele está vendo e sentindo a situação.
(Do livro “A cura do ressentimento” do padre Léo)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 15:25 0 comentários

Jesus tinha uma palavra para isso

Jesus certamente viveu mais cônscio do mundo no qual ele andava do que qualquer outro homem antes dele. E de tudo que o rodeava ele tirou ricas metáforas, que fizeram dele um tão irresistível ilustrador e mestre. O Senhor começou cedo, nos seus discursos públicos, a falar com conhecimento de pescadores, agricultores, pastores e comerciantes. Ele tirou expressivas comparações do mundo dos reis e dos príncipes, dos servos e dos pobres, sacerdotes e publicanos, juízes e ladrões. Ele encontrou lições na relva e nas flores, no vento e na rocha. Ele falou muito de vinhas e trigais, de joio, de espinhos e de cardos. Ele conhecia bem o lugar da raposa e o caminho dos lobos e das ovelhas. E falou especialmente do lar, de sal e de lâmpadas, de cozinha e de limpeza, de festas e de casamentos, de pais e de filhos. E suas palavras eram maravilhosas, pelo modo como tornavam a vontade do céu tão real e clara. Muito do que Jesus disse tão expressivamente não estava nas parábolas clássicas, mas em dizeres e ilustrações que eram semelhantes a elas. A. B. Bruce chama-as "germes de parábolas" e G. Campbell Morgan intitula-as "ilustrações parabólicas". Muitas são simples metáforas passageiras que acrescentam clareza a um pensamento, um ensinamento. A primeira aparece no chamado do Senhor a quatro galileus para se tornarem "pescadores de homens" (Mateus 4:19). O Sermão do Monte está literalmente cheio destas ricas analogias, comparações que fazem o pensamento virtualmente saltar da página. É a estas "parábolas" embrionárias de Jesus que queremos dar nossa atenção.Os amigos do noivo (Mateus 9:15)Subitamente, no meio da crescente popularidade do segundo ano de pregação do Senhor, de sucesso do grande ministério galileu, os sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas) interrompem sua história para nos dizerem que nem tudo vai bem. Em Mateus 9, Marcos 2 e Lucas 5, cada um começa pela primeira vez a falar da crescente oposição a Jesus nos meios judaicos influentes. Ele não se ajustava confortavelmente ao mundo tradicional deles. Seu ambiente e comportamento completamente não ortodoxos deixavam os líderes judeus muito desconfortáveis, mas sua proposta para .perdoar os pecados de um paralítico em Cafarnaum deixou a equipe de observadores enviados de Jerusalém quase apoplécticos! Aquilo era blasfêmia! (Mateus 9:1-8; Marcos 2:1-12: Lucas 5:17-26). Eles não podiam dizer mais nada, mas Jesus tinha curado completamente o homem diante dos próprios olhos deles! As coisas não melhoram mais tarde, quando ele selecionou Mateus, o publicano, como um dos seus associados e então passou a tarde festejando alegremente com outros tipos também de má reputação (Mateus 9:27-32). Foi ali, talvez perto da porta da casa de Mateus, que os fariseus, numa e estranha ligação com discípulos de João, perguntaram-lhe porque eles e os discípulos de João jejuavam enquanto seus próprios seguidores estavam festejando e regozijando (Mateus 9:14; Marcos 2:18; Lucas 5:33). Jesus respondeu que não era certo que os amigos do noivo lamentassem na festa do casamento enquanto o noivo estava com eles. Haveria tempo bastante para jejuar e ficar triste, ele disse, quando seu amigo fosse tirado deles. Os fariseus e os discípulos de João tinham tentado julgar Jesus pelos seus próprios padrões. Quem deu a ele o direito de quebrar as conveniências? Que tipo de homem santo era este, que passava seus dias festejando? Precisa-se entender os discípulos do Batista. Com João definhando na prisão de Herodes, eles sem dúvida achavam jejuar mais apropriado do que festejar e talvez tivessem sido levados a admirarem-se da aparente despreocupação de Jesus. Os fariseus, por outro lado, eram apenas ritualistas despreocupados que tinham um hábito de procurar crédito com Deus duas vezes por semana (Lucas 18:9-12; a tradição dizia que Moisés subiu ao Sinai na segunda-feira e desceu na quinta-feira). Isso nada tinha a ver com seus corações ou as realidades espirituais de suas vidas. Seus jejuns, como aqueles dos antigos israelitas (Isaías 58:1-9), não tinham nenhuma ansiedade para com Deus.Jejuar fazia algum sentido para os discípulos de João. A mensagem do seu mestre tinha sido um chamado ao arrependimento. Havia conforto nela, mas um conforto moderado. O reino do céu estava próximo, mas quem estava preparado para encontrá-lo? Era uma mensagem necessária, mas não era tudo o que o céu tinha a dizer. E era inteiramente adequado que os fariseus jejuassem, pois o caminho do Senhor era para eles uma pesada carga a suportar. Eles certamente nada sabiam do que Jesus descrevia como "uma fonte a jorrar para a vida eterna" (João 4:14). Mas estarem tristes não era direito para os amigos do Noivo. Jesus havia vindo para trazer plenitude de alegria (João 15:11). E era a alegria do maior casamento de todos, o casamento da terra e do céu! Chegaria o dia quando haveria necessidade de dizer aos seus discípulos que jejuassem; a tempestade que tiraria o Noivo deles já estava se formando. Mas até mesmo isso não seria capaz de afastar a profunda paz, a alegria exultante que ele lhes tinha dado (João 14:27-28; 15:11; 16:21-22). A festa de casamento recomeçaria finalmente numa explosão de triunfo, começando com um túmulo vazio e terminando com um esplendor de glória eterna (Apocalipse 19:6-9; 21:1-4). Cristãos, regozijem!

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 15:12 0 comentários

Desterre seus traumas

Tome a decisão de querer tocar na sua ferida
O grande poder de cura é a Palavra de Deus. Quando ela entra em seu inconsciente começa a agir. Mesmo que você não sinta, saiba que ela está agindo. Mas Deus não nos violenta, Ele só age em nós quando permitimos. O Senhor trabalha no diálogo, curando cada situação que vamos pedindo a Ele, por isso há a necessidade de fazermos um roteiro. Precisamos nos conscientizar de quais as áreas da nossa vida precisam ser equilibradas.
Quando as coisas não estão bem na nossa vida, quando acontecem situações difíceis conosco, buscamos culpados ou desculpas. Fracassos não resolvidos são semente de novos e maiores fracassos. Existem pessoas que trazem traumas desde o ventre materno, assim como há aqueles que são provocados por outras pessoas. O trauma é o grande inimigo seu e meu e 99% das doenças provêm dessa perturbação, atingindo três áreas de nossas vidas: física, espiritual e psicológica.
Muitas vezes, semeamos traumas dentro de nós, os quais vêm à tona mais tarde. Existem sementes que germinam de um dia para o outro, mas existem algumas que precisam de anos para que isso ocorra. São Paulo, em sua carta, afirma que há também em nossa vida espiritual sementes de mágoas e traumas que caíram em nosso coração e foram enterradas, e, muitas vezes, o que tentamos fazer é esquecê-las.
É preciso trazer à luz a experiência vivida que está guardada em nós, gerando vícios. Todos esses males têm como raiz um trauma que precisa ser desenterrado. Ele é como uma torneirinha pingando; enxugamos o local, mas depois está molhado novamente. Muitas pessoas fazem uma confissão sincera e mesmo assim continuam pecando, porque, na verdade, são portadoras de traumas e precisam ser curadas na raiz do problema. Por isso, peça que o Espírito Santo venha curar as áreas que você realmente precisa.
Todo processo de arrancar é doloroso, não é rápido nem automático. Nós estamos mal-acostumados com meios fáceis e rápidos, como o celular, o avião, o controle remoto e em tudo queremos rapidez. Corremos o risco de pensar que com as realidades espirituais e afetivas deve acontecer a mesma coisa.
Na verdade, os traumas só são curados a partir de uma decisão pessoal. As pessoas que não são capazes de fazer pequenas renúncias, não farão as grandes.
Primeiramente, você tem que tomar a decisão de querer tocar na ferida, consciente de que se não desinfetar a área machucada vai complicar ainda mais. Também é preciso identificar quais são os seus traumas. Use sua memória para retomar a situação de pecado que você viveu – naquele que você sempre caiu – e peça a Deus o discernimento para descobrir a raiz desse mal [pecado].
artigo compilado de palestras do Padre Léo de Nov. 2005

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 07:24 0 comentários

Um Deus mocinho ou bandido?

Quando o sofrimento é do outro, tudo se explica.


No meu ministério de atendimento aos sofredores de modo geral, uma coisa tem me intrigado: por que a maioria das pessoas atribui a Deus a “culpa” pela sua situação difícil? Isso seria consequência de uma formação religiosa superficial ao ensinar que, em vários sentidos, Deus é origem de todos os movimentos sobre a face da terra? Seria uma indevida aplicação da terceira lei de Newton com relação à espiritualidade, fazendo-nos pensar que, aí também, todo efeito tem uma causa? Seria essa mentalidade provocada pelo senso comum da narrativa literária ocidental ao afirmar que em toda história tem de haver necessariamente um mocinho e um bandido?
É incrível, mas pessoas piedosas e com grande abertura para o bem e para a paz, quando são assoladas pelo sofrimento, migram para o infrutífero lugar de vítima. Parece que enquanto o sofrimento está no outro, tudo se explica e se consola a poder de reza, tudo se encaixa na ordem do mundo espiritual e fica fácil falar em coisas perigosas como “os desígnios de Deus”; e é automático recorrer à imensa gama de clichês bíblicos que tentam impor a resignação. Mas quando o sofrimento chega pela porta dos fundos, ou seja, quando seu destinatário são essas mesmas pessoas piedosas, então nada daquilo que foi dito para o outro serve para si mesmas, todas as certezas parecem ruir e todo sólido discurso religioso parece dissolver-se no ar.
Muitos cristãos não conseguem assimilar o sofrimento como algo que faz parte da vida, mesmo sendo esse segredo o que há de melhor no Cristianismo. Tão familiarizados com a dor que mana do crucifixo e tão acostumados a reler Jesus alertando que a dor faz parte do nosso caminho – “no mundo, tereis aflições”, “renuncia a ti mesmo, toma a tua cruz”, “bem aventurados os que choram”, entre outros –, nós às vezes sofremos como pagãos, como os que “não têm esperança” (cf. 1Ts 4,13).
Podemos nos colocar frente ao sofrimento pelo menos de duas formas bem distintas. Podemos considerá-lo uma espécie de “boletim de ocorrência” que precisa ser investigado até que se encontre o culpado (e quase sempre já iniciamos a investigação tendo Deus como único suspeito). Ou podemos encará-lo como um mistério; e ninguém ousa interrogar mistérios, porque soa desrespeitoso e inútil. Mistérios nós apenas contemplamos e nos deixamos tomar por eles. Se possível, buscamos encontrar neles alguma beleza ou algum aprendizado, para que não passem por nós em vão. Não há nada mais a fazer. O resto é silêncio, paciência e espera em Deus.
A Escolástica nos ensinou que Deus é sumamente imutável, impassível e feliz: nada pode abalar Seu estado de espírito, nada pode impeli-Lo de coisa alguma. Ensinou-nos também que o Altíssimo é Onipotente e pode absolutamente tudo. E que, se Ele pode tudo e não o faz, é certamente porque não o quer. Logo, o sofrimento de uma pessoa seria claramente vontade divina. Esse é o conhecimento teológico necessário para se formular a imagem de um Criador frio e indiferente. Portanto, é urgente acrescentar a tudo isso o maior atributo do Todo-poderoso: a compaixão. A natureza divina não sofre em si mesma, porque é perfeita e completa. Mas o Senhor sofre, sim, em relação aos outros. Ele sofre por amor a nós. Essa é a face de Deus Pai revelada por Jesus: um Deus que sofre com os que sofrem e chora com os que choram.
Amar não significa impedir, a todo custo, o sofrimento do amado, mas sim, manifestar-lhe companhia e apoio quando surgir o infortúnio inevitável. Se uma mãe estivesse determinada a impedir qualquer sofrimento de se aproximar de seu filho, ela não o deixaria sair do útero, nem cortaria o cordão umbilical, tampouco o deixaria brincar, ir à escola, entre outros. Isso, claro, não seria amor, e sim, absurdo egoísmo, “fagocitose” afetiva. Porque é impossível crescer e ser feliz sem experimentar o sofrimento, consequência natural do confronto de liberdades humanas.
Entender isso no geral é até fácil. Difícil é aplicá-lo concretamente na dor particular, no drama de um momento pontual. Também há desníveis na forma de encarar os diversos tipos de sofrimento: físico, psicológico, moral, acidental, provocado, e assim por diante.

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 06:48 0 comentários

Papeis De Parede 1


terça-feira, 16 de junho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 10:40 0 comentários

Por que amamos tanto o pecado?

É comum ouvir: 'Não aguento mais ficar sem sexo, sem bebidas...'


Sim, isso é uma pergunta, contudo, nessa circunstância, terei a ousadia de conjugá-la como uma afirmação: “Sim, amamos muito o pecado...”. Todavia, do título inicial quero conservar o interrogativo: Por quê?
Essa afirmação se fundamenta no ofício de observar, na arte de contemplar corações em um constante “debater-se” diante das razões e significados que compõem sua própria existência.
Ao observar alguém que abre mão de um vício/pecado, procurando desvencilhar-se dele através da renúncia, percebe-se – não raras vezes – um profundo sofrimento, e até mesmo revolta em virtude da ausência do pecado. É como se tal coração julgasse estar prestando um favor imenso a Deus por estar abrindo mão daquilo que mais ama.
Mas por que se ama tanto os próprios pecados e vícios? Por que se inventam tantas desculpas para justificá-los? E por que sofremos e nos debatemos tanto por sua ausência?
Há quem brigue fazendo de tudo para defender o seu próprio pecado, para convencer a todos que ele é algo normal, e que é, até mesmo, uma “virtude”.
Não se costuma ouvir pessoas dizendo: “Eu não aguento mais ficar sem adorar a Jesus na Eucaristia. Já estou ficando louco! Preciso adorá-Lo agora!”. Mas, infelizmente, é comum ouvir muitos entoando: “Não aguento mais ficar sem sexo, sem bebidas, drogas, prostituição, nem sem pensar e falar bobagens... Estou ficando louco sem isso!”.
É lastimável, mas, na maioria das vezes, Deus fica tão pequeno dentro de nós diante da força e expressão que possui o pecado, que dá até – metaforicamente falando – para ter dó do Senhor, pois, Ele acaba ficando sempre em segundo plano diante de nosso amor ao pecado.
"Se faz de tudo para possuir o que se ama!”. Diante de tal enunciado desvela-se a imprecisão de muitos corações que professam um amor profundo a Deus, mas, não são capazes de “mover uma palha” para estar com Ele e saber um pouco mais como funciona o Seu belo coração. Se “ama” tanto a Deus que não se é capaz de deixar de assistir a um jogo de futebol para ir à Santa Missa... Contudo, para estar com o pecado parece que a disposição é sempre nova e real.
Perguntemo-nos: Pelo que meu coração tem lutado? O que ele tem verdadeiramente buscado e desejado? E mais: o que ele tem amado? É preciso ser realmente sincero consigo para responder a essas perguntas e para perceber onde, de fato, tem se ancorado o próprio coração.
O caos – ausência de ordem – estabelece-se quando o príncípio que move o coração deixa de ser Aquele que o criou. Assim, os próprios valores desvalorizam-se e o homem fica de “ponta cabeça” valorizando o circunstancial – aquilo que passa – e esquecendo-se do eterno – lugar onde reside a verdadeira realização.
Exerçamos com sensibilidade essa observação e descubramos sinceramente em que paragens têm peregrinado o nosso coração, para assim poder, com inteireza e responsabilidade, direcioná-lo ao Seu verdadeiro bem.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 09:42 0 comentários

Papeis de paredes 2


Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 09:35 0 comentários

Por que parábolas?

Quando Jesus, chegando ao fim do Seu segundo ano de pregação pública, derramou à beira do Mar da Galiléia aquela maravilhosa série de parábolas ilustrando a natureza do reino do céu, seus discípulos ficaram tão confusos com elas que lhe perguntaram em particular, "Por que lhes falas por parábolas?" (Mateus 13:10; Marcos 4:10).As parábolas tinham certamente um lugar especial na última fase do ensinamento de Jesus, mas não eram unicamente dele. Elas aparecem freqüentemente no Velho Testamento (veja 2 Samuel 12:1-4), especialmente nos profetas (Isaías 5:1-2; Ezequiel 17:1-10), e foram um método familiar de ensinamento entre os rabis do próprio tempo de Jesus. O que, então, deve ter surpreendido os discípulos não foi seu desconhecimento de parábolas, mas a súbita mudança para uma abordagem de Seu Mestre até ali desconhecida. Jesus atribui a mudança no ensinamento a uma mudança na atitude de Seus ouvintes.Mateus diz que Jesus falava por parábolas em cumprimento da profecia: "Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos" (Mateus 13:34-35; Salmo 78:2). O propósito das parábolas era revelar as verdades ocultas do reino de Deus, porém não a todos. Ao coração honesto, estas histórias ilustrativas trariam mais luz mas, aos orgulhosos e rebeldes, elas criariam mais confusão (Mateus 13:11-17). Esse é o significado da declaração de Jesus que "Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido" (Mateus 13:11). Isto não tem referência a alguns tipos de predestinação calvinista arbitrária, mas a um princípio que enche as páginas do Velho Testamento. Isaías fala fortemente disso. "Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos" (Isaías 57:15). "... mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra" (Isaías 66:2). E quanto ao orgulhoso, Isaías diz que na vinda do reino messiânico "Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a sua altivez será humilhada..." (Isaías 2:11).A passagem que Jesus cita para explicar sua súbita reversão a parábolas (Isaías 6:9-10) fala da degradação espiritual dos israelitas, do orgulho e da teimosia de coração que tornaram impossível para eles continuar a ouvir e entender as palavras de Deus. Jesus diz simplesmente que era uma profecia que tinha sido liberalmente cumprida em seus próprios ouvintes. Toda a sabedoria que eles ouviram de sua boca e todas as maravilhas que viram de sua mão nada tinha significado porque "o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos, e fecharam os olhos;" (Mateus 13:15).As parábolas eram um abanador nas mãos do Filho de Deus, que limparia sua eira da palha enquanto purificava o trigo. Elas eram uma penetrante espada de dois gumes para determinar se o coração de Seus ouvintes era orgulhoso ou humilde, teimoso ou contrito (Hebreus 4:12). Esse é o significado de seu "Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado" (Mateus 13:12). Aqueles que possuíam humildade mental estavam destinados a ter um entendimento rico e verdadeiro do reino do céu, mas aqueles que não tinham nada, ou pouco desse espírito, estavam destinados a perder até o pouco entendimento que tinham.O evangelho do reino está assim moldado para atrair e informar os humildes, enquanto afasta e confunde os orgulhosos. Ouvir a palavra de Deus é uma experiência dinâmica. Seremos ou melhores ou piores por ela. O mesmo sol que derrete a cera endurece a argila. Mas isso é a escolha que o estudante, não o mestre, faz. As parábolas não tornarão orgulhoso um coração humilde, mas podem tornar humilde um coração orgulhoso, se estivermos dispostos a permiti-lo. Isso, certamente, é o desejo maior do Salvador dos homens.O significado das parábolas nem sempre foi patentemente evidente, mesmo para o coração humilde, mas a mesma história que afastou o altivo rindo presunçosamente, trouxe de volta o humilde fazendo perguntas. Os discípulos de Jesus não entenderam porque Ele começou subitamente a ensinar exclusivamente por parábolas (Mateus 13:10, 34-35), ou o que Suas histórias incomuns significavam, mas tinham aquela simplicidade de coração que os trouxe de volta pedindo mais informação (Mateus 13:36; Marcos 4:10; Lucas 8:9). Também temos essa escolha. Quando somos confrontados com alguma declaração desafiadora da Escritura, podemos tanto sair em desespero e confusão, ou ficar ali pacientemente para aprender mais. Nossa resposta revelará se nos é dado saber os mistérios do reino de Deus e que tipo de coração temos.

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 09:33 0 comentários

As parábolas de Jesus: vislumbres do paraíso

Jesus não foi soldado, nem estadista, nem comerciante. Ele era mestre, único e incomparável, mas mestre (Mateus 4:23). Aqueles que o ouviram ficaram "maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas" Mateus 7:28-29). Mesmo seus inimigos relatavam que jamais tinham ouvido um homem falar como Ele (João 7:46). E por que não? Ele era a mensagem do céu encarnada -- o Verbo se fez carne (João 1:14). Em Jesus os homens viam, com também ouviam, a verdade. Palavra, pensamentos e atos eram maravilhosamente unidos nele. E em sua voz estavam os confiantes ecos da eternidade. Ele tanto sabia, como era, a própria Verdade (João 14:6).Como mestre, a missão do Filho de Deus era revelar o coração de seu Pai aos homens, para que conhecessem e entendessem sua graciosa vontade para as vidas deles. Tal entendimento não poderia ser criado por divino "faça-se". As maravilhas que Jesus fazia eram notáveis, mas serviam apenas para confirmar sua mensagem (João 3:1-2) que, como a verdadeira fonte da energia salvadora de Deus (Romanos 1:16), tinha, finalmente que ser aceita e entendida como eficaz (João 6:44-45). Por toda sua magnífica demonstração de poder divino, os milagres não poderiam forçar esse entendimento. Tinha que ser atingido por instrução paciente e muitas vezes laboriosa que, mesmo depois de longas horas, dias e meses era submetida a completa rejeição.Mas por amor perseverante de seu coração Jesus buscava fazer com que todos os homens entendessem, e escolhia abordagens que eram notáveis por sua simplicidade. Ele pegava os homens onde eles estavam e buscava levá-los a onde era necessário que estivessem. Ele se valia do conhecimento deles deste mundo para ensinar-lhes sobre o porvir. Nada há no estilo de Jesus como professor que seja maior expressão disto do que suas parábolas, e aqueles que quiserem entender Jesus precisam chegar finalmente a entender aquelas poderosas histórias ilustrativas que se tornaram o veículo característico de tantas de suas lições. As parábolas de Jesus passaram para a História e se tornaram parte intrínseca de nossa cultura. Ele poderia ter sido imortalizado nos relatos da literatura apenas por causa delas. Se não fosse por toda sua celebridade, elas seriam tão pouco entendidas por esta geração como por aquela à qual foram dirigidas primeiro."Parábola", a forma aportuguesada da palavra grega, parabole, vem de um verbo grego que significa "atirar para o lado". Uma parábola é uma história que coloca uma coisa ao lado de outra com o propósito de ensinar. É uma comparação, colocando o conhecido ao lado do desconhecido. Memoravelmente expressada, ela é "uma história terrestre com um significado celestial".A palavra grega para parábola ocorre cerca de cinqüenta vezes no Novo Testamento, somente duas vezes fora dos evangelhos (Hebreus 9:9 e 11:19, onde é traduzida como "figuradamente"). Em Lucas 4:23 ela é traduzida "provérbio" (RA2,NVI). É conhecida característicamente como uma narrativa "um pouco longa ... tirada da natureza ou das circunstâncias humanas, o objeto da qual é dar uma lição espiritual" mas também é "usada como um breve ditado ou provérbio" (W. E. Vine, Expository Dictionary of NT Words, p. 158).Por causa da incerteza do que exatamente constitui uma parábola, as listas das parábolas de Jesus que têm sido compiladas variam em extensão de acordo com o julgamento do compilador. As listas mais longas incluem tais ilustrações como "o bom pastor" (João 10) e "os dois construtores" (Mateus 7:24-27). As listas mais curtas excluem-nas.Se não podemos determinar com exata certeza se algumas ilustrações de Jesus merecem ser chamadas parábolas, há algumas coisas sobre parábolas que estão fora de dúvida.Parábolas não são fábulas ou mitos. Não há elementos irreais ou situações impossíveis nelas. De fato, sua força está em serem absolutamente concebíveis e na plausibilidade das circunstâncias que elas descrevem. Elas falam de situações familiares, da vida real.As parábolas são mais do que provérbios, ainda que às vezes semelhantes em propósito. Nos evangelhos, os provérbios são referidos às vezes como "parábolas": "Médico, cura-te a ti mesmo" (Lucas 4:23); "Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco" (Mateus 15:14-15); "Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha;" "E ninguém põe vinho novo em odres velhos..." (Lucas 5:36-37). Mas um provérbio é caracteristicamente um ditado curto e direto, cujo significado é evidente. Uma parábola tende a ser mais longa, mais envolvida, e o significado não tão facilmente visto.Jesus, até onde sabemos, não começou a ensinar por parábolas antes do fim do segundo ano de seu ministério público (há uma única exceção, Lucas 7:41-42). Foi na presença de uma imensa multidão próximo do Mar da Galiléia, e suas comparações ilustrativas vieram com um ímpeto que surpreendeu seus discípulos (Mateus 13). Em histórias maravilhosamente concretas e simples, Jesus revelou aos seus seguidores os mistérios do reino do céu. Era apenas o começo. Este é um convite para estudar aquelas narrativas maravilhosas que nos convidam a olhar para o próprio coração de Deus.

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Posições do Corpo e o Significado dos Gestos na Missa




Vamos conferir?
A religião assume o homem todo, como ele é: corpo e alma. A Graça não destrói a natureza, mas a completa e aperfeiçoa. Por isso, rezamos com o corpo também,dizendo palavras e fazendo gestos.
A Missa é o louvor visível do Povo de Deus. Vejamos o significado dos gestos:
SENTADO:É uma posição cômoda que favorece a catequese, boa para a gente ouvir as Leituras, a homilia e meditar.É a atitude de quem fica à vontade e ouve com satisfação, sem pressa de sair. Em celebrações especiais, com pequena comunidade, o Presidente, às vezes, faz a homilia sentado.
DE PÉ:É uma posição de quem ouve com atenção e respeito, tendo muita consideração pela pessoa que fala. Indica prontidão e disposição para obedecer. Foi, desde o início da Igreja, a posição do "orante". A Bíblia diz: "Quando vos puserdes em pé para orar, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que também vosso Pai que está no céus vos perdoe as vossas ofensas" (Mc 11,25). Falando dos bem-aventurados, João vê uma multidão, de vestes brancas, "de pé, diante do Cordeiro", que é Jesus (Ap 7,9).
DE JOELHOS:De início, o cristão ajoelhava-se somente nas orações particulares. Depois toda a comunidade passou a ajoelhar-se em tempo de penitência. Agora essa posição é comum diante do Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e do vinho. Ajoelhar-se perante alguém era sinal de homenagem a um soberano. Hoje significa adoração a Deus. São Paulo diz: " Ao nome de Jesus, se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra" (Fl 2,10). Rezar de joelhos é mais comum nas orações individuais. " Pedro, tendo mandado sair todos, pôs-se de joelhos para orar" (Cf. At 9,40)
GENUFLEXÃO:É um gesto de adoração a Jesus na Eucaristia. Fazemos quando entramos na igreja e dela saímos, se ali existe o sacrário. Também fazemos genuflexão diante do crucifixo na Sexta-feira Santa, em sinal de adoração.(Não é adoração à cruz, mas a Jesus que nela foi pregado)
INCLINAÇÃO:Inclinar-se diante de alguém é sinal de grande respeito. É também adoração, diante do Santíssimo Sacramento. Os fiéis podem inclinar a cabeça para receber a bênçãO solene.
PROCISSÃO:Na Missa podemos fazer diversas procissões, se forem convenientes: na Entrada do Presidente, no Evangelho, no Ofertório,na Comunhão. A História da Salvação começou com uma "procissão": Abraão e sua família a caminho da Terra Prometida. As nossas procissões simbolizam a peregrinação do Povo de Deus para a casa do Pai. Somos uma Igreja"peregrina".
MÃOS LEVANTADAS:É atitude dos "orantes".Significa súplica e entrega a Deus. É o gesto aconselhado por Paulo a Timóteo: "Quero, pois,que os homens orem em qualquer lugar, levantando ao céu as mãos puras, sem ira e sem contendas" (1 Tm 2,8)
MÃOS JUNTAS:Significam recolhimento interior, busca de Deus, fé, súplica, confiança e entrega da vida. É atitude de profunda piedade.
PROSTRAÇÃO:Gesto muito antigo, bem a gosto dos orientais. Estes se prostravam com o rosto na terra para orar. Assim fez Jesus no Horto das Oliveiras. Hoje essa atitude é própria de quem se consagra a Deus, como na ordenação sacerdotal. Significa morrer para o mundo e nascer para Deus com uma vida nova e uma nova missão.
SILÊNCIO:O silêncio tem seu valor na oração. Ajuda o aprofundamento nos mistérios da fé. "O Senhor fala no silêncio do coração". É oportuno fazer silêncio depois das Leituras, da Homilia e da Comunhão, para interiorizar o que o Senhor disse.Meditar é também umA FORMA DE
PARTICIPAR.Uma Missa que não tivesse nenhum momento de silêncio,seria como chuva forte e rápida que não penetra na terra.
TESTE:1. O que a Graça de Deus faz na pessoa?
2. Que significa "rezar também com o corpo"?
3. Cite alguns exemplos de gestos na Bíblia.
4. Qual a importância do silêncio na oração?
5. Diga o significado de algumas posições do corpo.
6. Você gosta de rezar? Como reza?
Leitura Bíblica: Mt 9, 18-2

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Como lidar com as crises e conflitos

Eles podem trazer grandes oportunidades.


As crises e os conflitos fazem parte da existência humana, deparamos com essas situações muitas vezes em nossa vida, como, por exemplo, no período da adolescência, em função das mudanças que acontecem em nosso corpo, as quais na maioria das vezes não entendemos; fato que gera sofrimento. Na verdade, os conflitos existem desde o início da humanidade e fazem parte do processo de evolução humana. Eles são necessários para o desenvolvimento e o crescimento de qualquer sistema familiar, social, político e organizacional. São fonte de ideias novas, podendo criar oportunidades de discussão sobre determinados assuntos, revelando o positivo e permitindo a expressão e a exploração de diferentes pontos de vista, interesses e valores.
Com isso entendemos que em alguns momentos, e em determinados níveis, o conflito pode ser considerado necessário para não entrarmos num processo de estagnação. Precisamos entender que essas fases conflituosas, as quais, muitas vezes, nos parecem anormais e intoleráveis, são inseparáveis da existência humana e não configuram algo exclusivamente negativo. Portanto, a nossa primeira atitude é encarar esses momentos difíceis como acontecimentos normais da nossa condição humana e buscar passar por eles da forma mais positiva possível. Para isso, vamos entender melhor o que significa a palavra “crise”.
A palavra “crise” se origina da palavra grega “krísis” e significa: manifestação violenta e repentina de ruptura de equilíbrio; também definida como fase difícil, grave, na evolução das coisas, dos fatos, das ideias; é também um estado de dúvidas e incertezas; momento perigoso ou decisivo; ponto de transição entre um período de prosperidade e outro de depressão; tensão, conflito.
A Bíblia apresenta a palavra “crisol”, que leva à interpretação da palavra “crise” como purificação. Crisol é definido como um cadinho, um recipiente das máquinas fundidoras, onde se derrete o metal e os materiais diferentes são separados. Além disso, no dicionário também há o significado de servir para evidenciar as boas qualidades do indivíduo. Enquanto que essa palavra em chinês é representada pelo mesmo símbolo que oportunidade.
Podemos dizer, então, que esses momentos críticos e conflituosos não são necessariamente negativos; a maneira como lidamos com eles é que pode gerar algumas reações. A questão, portanto, é como lidamos com essas fases adversas. Podemos agir de diversas formas: ignorá-las, abafá-las, resolvê-las ou transformá-las numa oportunidade de crescimento. A maneira como lidamos com nossos afetos e emoções são determinantes na forma como nos relacionamos com os outros e com as crises.
Vamos então para algumas dicas práticas de como lidar com as crises e conflitos:
• Precisamos nos conhecer, isto é, entender como lidamos com os nossos afetos e emoções, pois, quanto mais nos conhecemos, tanto mais facilmente podemos trabalhar com as dificuldades de forma positiva e como fonte de crescimento pessoal;
• Mesmo que o problema não parta de nós, precisamos começar o trabalho conosco. Procurar um culpado pela situação pode apenas retardar e até mesmo aumentar o problema;
• Precisamos analisar a situação para entender o que realmente está acontecendo, para assim buscar alternativas de solução e escolher aquela alternativa que julgarmos mais plausível;
• Precisamos aperfeiçoar nossa capacidade de ouvir e falar. Com essa postura, silenciamos nossa voz interna e deixamos crescer a voz do outro, permitindo que esta soe clara dentro de nós. O desejo mais profundo do coração humano é o de ser compreendido: perceber isso é possibilitar um processo eficaz de comunicação, o que é um facilitador para a resolução dos momentos conflituosos;
• Quando estamos errados, precisamos reconhecer os nossos erros e até mesmo ter a coragem de buscar ajuda quando necessário.
O que podemos concluir com isso é que as crises não apresentam apenas um sentido pejorativo; ao contrário, elas podem ser grandes oportunidades. Quando uma adversidade acontece é o momento ideal para separarmos o que temos de bom do que temos de ruim, fazendo dela a oportunidade de que os chineses falam e aproveitando para sermos melhores e crescer.

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 05:54 0 comentários

Diálogo, ato crucial para o entendimento

Os problemas podem parecer difíceis se tentarmos resolvê-los sozinhos.

A habilidade em saber expressar uma ideia, de maneira clara, elimina qualquer possibilidade de um mal-entendido. Como já foi citado em outros artigos (Comunicação pobre, relacionamentos vazios; A verdade não usa máscaras; O momento para se falar a verdade) quando algo não está progredindo, a melhor saída é o diálogo. Não há como duvidar da eficácia de uma conversa franca para estabelecer um bom nível dentro do relacionamento, necessidade que, além de fortalecer nossos objetivos, facilita a realização do propósito comum.
Na vida conjugal, as coisas que nos fazem investir em mudanças são aquelas que sabemos que vão ao encontro dos anseios de nosso cônjuge. Muitos casais, às vezes, conversam sobre tudo o que diz respeito à casa, aos filhos, entre outras coisas; contudo, falar das necessidades íntimas é que permite mostrar quem realmente somos.
Se percebermos uma infiltração no alicerce de uma casa e não tomarmos nenhuma providência, em breve, este imóvel estará com suas estruturas comprometidas. Da mesma maneira, no convívio a dois, é preciso falar daquilo que está nos consumindo por dentro. Mas, comentar sobre aquilo que não nos agrada nem sempre é fácil, pois, na necessidade de esclarecer nosso ponto de vista, naturalmente, teremos de confrontar opiniões.
Dentro das exigências do relacionamento, está também o compromisso em conhecer e acolher o nosso cônjuge e sua opinião sobre aquilo que achamos provocar seu descontentamento. Nesse diálogo equilibrado teremos a oportunidade de defender ou justificar nossas atitudes e apresentar nossas objeções.
Nossos problemas podem parecer difíceis se tentarmos resolvê-los sozinhos. Há coisas que não mudam de um dia para o outro; tampouco podemos corrigir algo se desconhecemos o que desagrada a outra pessoa.
Todos nossos impasses têm solução e os desgastes emocionais podem ser aliviados quando contamos com a disposição e o comprometimento do nosso cônjuge para eliminar tudo aquilo que traz desequilíbrio no convívio. Entretanto, se uma possível desavença de opinião nos parece um obstáculo, maiores serão os desafios se – por medo ou insegurança – optarmos pelo silêncio.
Todos esses aprendizados e conquistas permitem ao casal se conhecer melhor para, juntos, alcançar seus propósitos. Uma boa conversa pode ser crucial para restabelecer a retomada do bom convívio, pois, a partir dos argumentos apresentados pela pessoa com quem nos relacionamos, novas estratégias poderão ser traçadas em comum acordo para equacionar uma situação delicada. Infelizmente, há pessoas que preferem recuar diante da necessidade de confrontar seus pontos de vista. Tentar se acomodar dentro de uma situação inaceitável poderá ser um engano, induzindo o outro a pensar que tudo está bem.
Particularmente, considero importante não nos conformarmos com aquilo que nos desagrada no relacionamento, pois o nosso cônjuge precisa saber daquilo que trazemos como preocupações, assim como dos desejos e prioridades acalentados em nosso coração.
Muitas vezes, podemos conversar sobre muitas outras coisas, mas não sobre aquelas situações que passam pelos anseios de nossa alma.
Abrir-se ao diálogo é o caminho que levará muitos casais ao sucesso de uma vida conjugal assumida em comum, sem, no entanto, perder o entusiasmo.
Deixar as coisas como estão, para descobrir aonde vão chegar, poderá ter um desfecho contrário ao que havíamos previsto para o tão sonhado convívio a dois.

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 05:42 0 comentários

Coroinhas - Qual é a sua espiritualidade?


Por atuar diretamente nos serviços do altar a espiritualidade central do Coroinha é a espiritualidade eucarística. O Coroinha, em cada celebração eucarística, torna-se pequeno guardião e defensor da sacralidade da Eucaristia. É chamado a dar testemunho da presença real de Cristo na Eucaristia e das bençãos que Ele derrama em sua Igreja. A piedade, a oração, a adoração a reverência e gosto pelos demais sacramentos também são marcas da espiritualidade que o Coroinha deve cultivar em sua vida.
Para que isso possa ser realizado com exito os Coroinhas contam com a intercessão dos seus santos padroeiros e do Anjo da Guarda. São eles: São Tarcísio, Santa Maria Goretti, beato Adílio Daronch e do seu Anjo da Guarda.
São Tarcísio é martir da Eucaristia. Sendo Coroinha soube defender até a morte a sacralidade da Eucaristia. É testemunho de um Coroinha que soube cumprir com sua missão. Santa Maria Goretti morreu com a idade de 12 anos e é símbolo da pureza e da reta intensão em servir o Senhor, não temendo doar a própria vida por isso. O beato Adílio é testemunho, no século XX, da mesma missão de Tarcísio nos primeiros séculos do cristianismo e que perpassa os séculos. Também doou a sua vida pela evangelização, enquanto cumpria com sua missão de Coroinha.
Ambos são testemunho concreto da missão e da importância dos Coroinhas na Igreja. São impulso e coragem para que cada Coroinha possa sempre servir e amar Cristo e sua Igreja. Lembra a todos os Coroinhas da bela e importante missão que têm e da importância de levar-la a sério.
A Oração do Santo Anjo, a devoção para com a Eucaristia, o exemplo de fé e amor de São Tarcísio e de Santa Goretti e do beato Adílio, serão sempre a marca de espiritualidade do Coroinha.

domingo, 14 de junho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 05:30 0 comentários

Por que o medo de ser simples?


Ser simples é saber conviver com o comum

No ofício de cumprir a sina do tempo, equilibrando tédios e harmonizando sentimentos, muitas vezes, encontro olhares que se perderam – sem mais saber quem são – na rota dos dias, perpetuando a ausência e uma contínua incompreensão acerca do seu papel no cenário da vida.
Parece que temos o dom de complicar a vida! Muito já ouvi e também entoei tal afirmação; e percebo que, em muitas circunstâncias, conseguimos mesmo assassinar a simplicidade em nome do equívoco e da ansiedade. E isso produz em nós um grande mal...
As maiores crises que vivemos em nossa história têm como impulso o fato de nos afastarmos da simplicidade. Simplicidade para nos olharmos, para decidirmos e planejarmos e, principalmente, simplicidade para compreendermos a nós mesmos e aos outros.
A simplicidade nos autoriza a entender que a vida acontece a cada dia e que somente no fragmento do tempo que se chama hoje ela caminha, possibilitando que a construamos colocando um tijolo de cada vez.
Ser simples é entender que posso apenas uma coisa de cada vez, que a felicidade se constrói aos poucos e que os erros também me ensinam a ser feliz.
O simples contempla a beleza e o inusitado no cotidiano da vida, ele não vive a gastar inutilmente suas energias na constante procura de novidades.
Ser simples é saber conviver com o comum, e saber ser feliz nele. Tal virtude nos poupa de empregarmos forças naquilo que não nos compete, pois nos fixa no que é essencial.
A vida se torna vazia para os que se fazem reféns da ansiedade e que, freneticamente, perseguem a existência. A simplicidade permite à vida o direito de “acontecer”, sem exigir que ela satisfaça de forma paranoica as nossas ilusões e anseios pelo extraordinário.
A arte de ser simples nos ajuda a colocar coisas e pessoas em seus devidos lugares, revelando também qual é o nosso lugar na existência. A simplicidade descomplica e nos faz enxergar os fatos com menos “dó” de nós mesmos, sem eleger culpados para nossas próprias frustrações.
Ser simples é também enxergar as dores com mais naturalidade, assumindo-as como realidade inerente à nossa condição humana, sem fazer “tempestade em copo d’àgua”...
Aprendamos com esse dom e permitamos que nossa maneira de enxergar o mundo nos descomplique, fazendo-nos mais abertos e receptivos à felicidade que mora no mistério do comum e das pequenas coisas.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 18:29 1 comentários

Responsabilidades Do Coroinha


1.Participe das Reuniões e demais compromissos assumidos.
É o básico para quem deseja ser coroinha, participar dos compromissos assumidos, aos quais, como coroinha, assumiu. Certamente, um dia você precisará falatar a alguma atividade do seu grupo. Quando isso acontecer, quando você precisar faltar, procure comunicar anteceipadamente a coordenação o0 motivo da sua ausência.
2. Seja pontual. Chegue a tempo para as reuniões e celebrações.
Esse ponto é tão sério que pretendo falar sobre isso noutra oportunidade. A impontualidade é um grande defeito que deve ser, o mais rapidamente possível, corrigido. Como coordenador combinei com os coroinhas que ninguém se paramentaria (usaria as vestes litúrgicas) caso chegasse atrasado às missas. Porquê? Porque o período antes da missa deve ser um momento privilegiado de oração e preparação para uma boa e eficaz participação do coroinha na celebração.
Mas se você chegar atrasado, faça uma pequena oração num lugar a parte. Assim você entrará em sintonia com o momento, quer seja ele uma missa, uma reunião, etc.
3. Seja asseado. Esteja sempre limpo, cabelos penteados, calçcados e roupa bem arrumados.
Será que existem coroinhas que participam de missas, reuniões, ou outras atividades, sujo despenteado, a roupa toda amassada...? Existe e já conheci (e ainda conheço) alguns. ´Você também conhece um coroinha assim?
Se isto acontece numa eventualidade não pode virar hábito, jamais! O mesmo sentido de limpeza e higiene pessoal, vale para a sua veste litúrgica (túnica): lave-a ao menos mensalmente.
4. Seja cuidadoso com as coisas da Igreja e do altar. Trate os utensílios litúrgicos com respeito, como objetos destinados ao culto divino.
Os objetos que você utiliza nas celebrações litúrgicas e paralitúrgicas (Exemplos: litúrgica: missa. paralitúrgica: adoração) não são os mesmos que você utiliza na escola ou em casa, por exemplo. Como diz nesta 4º reponsabilidade: "são objetos destinados para o culto divino". Ou seja, utilizados para as coisas de Deus. Então nada de emprestar a túnica para seu amigo ser padre no São João! :-D
5. Seja humilde e preste atenção ao que lhe for ensinado pelas pessoas encarregadas de sua formação.
Se realmente você quer ser um bom coroinha, primeiro que tudo você tem que aprender a ser. Para isso, entre outras coisas, você precisará do principal:
Humildade: para saber que alguém encarregado da sua formação tem mais experiência como coroinha do que você. O que não impede de um dia você vir a entender do assunto mais do que ele, só vai precisar de muito estudo.
Atenção: porque sem ela você não conseguirá assimilar os ensinamentos destinados a você.

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 08:34 0 comentários

Socialização, os sintomas da maturidade


Maturidade é a capacidade de lidar com os limites e desejos impostos pelo cotidiano.

O processo de desenvolvimento humano se dá desde a dependência absoluta, passando pela dependência relativa, até a independência. Até os sete anos de idade, observa-se a manifestação de dependência absoluta, fase em que os pais são os principais elementos de suporte da criança. Depois, com a entrada no processo de alfabetização, inicia-se a dependência relativa, na qual já conseguem ter estrutura para agir em muitas situações por si mesmas e, ao mesmo tempo, ainda são dependentes porque só na vida adulta a independência surge totalmente.
A busca pela independência é algo que o ser humano jamais vai conseguir atingir totalmente. À medida que o ser humano cresce, estabelece-se a construção de sua maturidade pelo processo de socialização. Podemos identificar a maturidade de uma pessoa pela capacidade de estabelecer vínculos e de se relacionar com diferentes pessoas em seu ambiente.
Vejam como se tornam um estorvo, em um ambiente de trabalho, pessoas que não conseguem participar das atividades em equipe, que se fecham em seu mundo pessoal. Ao mesmo tempo em que estas pessoas imaginam que possuem independência, estão totalmente apegadas ao seu próprio mundo, revelando-se a dependência absoluta.
A maturidade tem como principal elemento a capacidade de socialização. É por isso que, nas avaliações escolares, se a criança tem bom desempenho na área de socialização, é sinal de que está caminhando de forma madura dentro de sua faixa etária.
O processo maturacional
Maturação emocional está diretamente relacionada com provisão do ambiente. Quanto mais ambiência protecional e afeto uma criança recebe, tanto mais chance de obter sua maturidade ela terá. Os pais não fazem uma criança. Ela já está feita. Eles apenas emprestam as sementes e proporcionam o encontro do espermatozóide com e óvulo, tendo na mão o útero como cama acolhedora dessa união.
Aos caracteres genéticos da criança os pais pouco poderão fazer, como tamanho, olhos, cabelo, tendências fisiológicas. Como um artista pode modelar um pote de barro ou conduzir a tinta sobre a tela, os genitores não podem interferir na estrutura física do filho, que eles não fizeram, apenas conceberam. Porém, os pais podem proporcionar o maior legado na vida de uma pessoa: a maturidade. Nesse campo, a arte está nas mãos dos pais. Para isso, damos o nome de “provisão”, que Winnicott chama de “processo de maturação” (1963). A maturação completa só poderá ser vislumbrada na vida adulta, após os 22 anos.
Por isso, na vida adulta dos seus filhos, muitos pais caem em angústias, pois a maturidade tão desejada pode não acontecer e surgem as dúvidas sobre onde erraram e com elas vêm as culpas. Mas, se os pais entenderem que não fazem os filhos, mas que apenas lhes emprestam sementes; que não possuem poder para formatar a beleza deles, mas possuem mãos para estruturar processos de vínculos afetivos; saberão lidar com situações de frustração quando, estes [filhos], na vida adulta, não atingirem a maturidade tão esperada. Principalmente se os genitores souberem que o ambiente é a somatória das quatro mãos de um porto seguro, que são eles próprios [pais] e ao mesmo tempo a comunidade que os cercam.
A melhor forma de criar ambiente para o processo maturacional de uma criança é não esperar nada dela nem fazer planos para ela, principalmente porque o futuro a ela pertence, dependendo das escolhas que fizer no futuro.
De modo que a maturidade é a capacidade de lidar com os limites e desejos impostos pelo cotidiano. As chaves de uma pessoa lidar com esses limites está diretamente ligada à capacidade que adquiriu de estabelecer vínculos afetivos e, consequentemente, parcerias.

Posted by Grupo de coroinhas São Domingos Sávio On 08:24 0 comentários

Pepeis De Paredes 3

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